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Mãe de Eduarda Campopiano, do PL, recebe benefício social desde 2019

Se salário de parlamentar de Eduarda participar da conta, família Campopiano precisaria de 38 pessoas para atingir critério do BPC

paraibadagente por paraibadagente
10/10/2026
in Destaques, Notícias
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Mãe de Eduarda Campopiano, do PL, recebe benefício social desde 2019
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São Paulo — Débora Campopiano, mãe da deputada estadual recém eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), recebe benefícios sociais desde 2019, segundo dados da Portal de Transparência da Controladoria-Geral da União. Caso as duas morassem juntas e fossem sustentadas apenas pelo salário de Eduarda, esse salário teria que ser dividido entre 38 pessoas da família para que a mãe tivesse direito ao benefício.

A mãe de Eduarda Campopiano recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), uma assistência social que garante o pagamento mensal de um salário mínimo para pessoas com 65 anos ou mais, ou pessoa de qualquer idade com deficiência que dure pelo menos dois anos e impeça a integração plena do cidadão na sociedade, seja de natureza física, mental ou intelectual ou sensorial.

Ainda não se sabe o motivo pelo qual Débora recebe o valor, que atualmente é de R$ 1.621. O Metrópoles entrou em contato com a equipe de Eduarda Campopiano para receber esclarecimento, mas não houve resposta até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para atualizações.

Em tese, a renda familiar é um dos critérios para validar o recebimento do valor. O BPC é concedido e mantido se a renda per capita da  família for igual ou inferior a 1/4 de salário mínimo (R$ 405,25), considerando o último mês ou média dos últimos 12 meses, em caso de oscilação de trabalho temporário.

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O salário de vereador na Câmara dos Vereadores de Praia Grande, onde Eduarda Campopiano ocupa uma cadeira desde 2025, é de R$ 15.193,35 brutos, com direito a 13º salário e férias remuneradas. Caso a filha ainda more com a mãe, o salário de parlamentar entra no cálculo. Para que fique dentro do parâmetro necessário, a família Campopiano precisaria ter pelo menos 38 pessoas sustentadas apenas pelo salário da Câmara de Praia Grande.

Apesar de atualmente o perfil de Débora estar fechado no Instagam, o Metrópoles conseguiu verificar que ela vende cursos de artesanato para produzir bonecas Waldorf e russas, assim como vende os produtos pela internet. No total, são 28,1 mil seguidores que acompanham o trabalho dela nas redes.

Quem é Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada em SP

A candidata Eduarda Campopiano (PL) foi eleita a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nestas eleições. Apadrinhada pelo vereador e agora deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), Campopiano registrava 1.851.549 votos, com 94,88% das urnas apuradas.

Natural de Campinas (SP), Campopiano tem 23 anos e foi eleita vereadora de Praia Grande, litoral paulista, nas eleições municipais de 2024, tendo recebido 3.583 votos.

Entre 2025 e 2026, foi autora de 20 projetos de lei no município, entre os quais, um que dispõe sobre a criação de um programa de prevenção à violência doméstica contra crianças e adolescentes e outro que proíbe a nomeação ou contratação, para determinados cargos e empregos públicos, de pessoas condenadas por crime sexual também contra crianças e adolescentes.

Em seu perfil oficial no Instagram, a agora deputada estadual eleita se descreve como “a maior inimiga das feministas de São Paulo”.

Nas redes sociais, em que acumula mais de 2 milhões de seguidores, Campopiano já gravou conteúdos em que se diz contra o uso do termo “feminicídio”, afirmando que “um homem não mata uma mulher por ela ser mulher. Se esse fosse o caso, o mesmo homem que mata a companheira também tentaria matar a própria mãe, que também é mulher, por exemplo [SIC]”.

Também já criticou o Projeto de Lei (PL) da Misoginia, que propõe alterar a Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e o Código Penal para criminalizar o ódio ou a aversão às mulheres. Segundo ela, se aprovada, a proposta “vai criminalizar sentimentos, piadas e crenças e, aos poucos, o feminismo criminaliza o homem e endeusa a mulher”.

Conservadora e cristã, Eduarda Campopiano já declarou publicamente ser contra o aborto e a favor da redução da maioridade penal. Também já afirmou que é contrária à política de cotas em concursos públicos e universidades.

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