Um vendedor ambulante procurou a Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Monteiro, nesta sexta-feira (25), para registrar uma ocorrência após um episódio que, segundo seu relato, teria começado dentro de uma farmácia e terminado com empurrões, chutes e ameaças durante uma caminhada pela cidade.
De acordo com o Termo de Declarações registrado na Polícia Civil, o vendedor Harison Fernandes Ferreira contou que estava em uma farmácia por volta das 10h30, onde comercializava seus produtos, quando iniciou uma conversa com o proprietário do estabelecimento, identificado como Clécio.
Segundo o documento, os dois conversavam sobre política e tinham posições diferentes. Ainda conforme o relato, um candidato chegou ao estabelecimento e chamou a atenção dos presentes ao afirmar que havia liberado um medicamento gratuito para as Farmácias Populares.
Harison afirma que questionou o candidato, alegando ter conhecimento de que ele não seria o responsável pela medida. Conforme consta no termo, após o questionamento, o candidato teria se exaltado, proferido agressões verbais e deixado o estabelecimento.
De acordo com o boletim/termo de declarações, um dos envolvidos na confusão é o ex-ministro da Saúde e candidato ao Senado, Marcelo Queiroga (PL). O documento registra que o nome do candidato somente teria sido informado ao declarante posteriormente, na Delegacia de Polícia Civil.
Ainda segundo o relato apresentado à polícia, Harison afirma que não chegou a ser agredido fisicamente pelo candidato porque o proprietário da farmácia teria se colocado entre os dois.
Na sequência, o vendedor relata que alguns apoiadores do candidato teriam se aproximado e passado a empurrá-lo. Segundo a declaração, um dos homens teria colocado o dedo em seu rosto e dito que iria “dar um tiro na sua cara”, além de afirmar que ele “merecia morrer”.
O declarante afirmou não saber identificar os supostos apoiadores, descrevendo apenas um deles como um homem que usava óculos e outro como um homem barbado.
Ainda conforme o termo, durante a caminhada que ocorreu posteriormente, os mesmos apoiadores teriam entendido que Harison estaria seguindo o candidato. Ele relata que os homens teriam derrubado seu boné vermelho e desferido chutes leves em sua perna com o objetivo de desequilibrá-lo.
Após o episódio, o vendedor afirma que avistou uma viatura da Polícia Militar na praça e se dirigiu até o local. Posteriormente, compareceu à Delegacia de Polícia Civil para registrar os fatos.
O documento também registra que Harison declarou ser uma pessoa com deficiência e possuir diagnóstico de autismo.
As acusações descritas na matéria são baseadas no relato apresentado pelo declarante à Polícia Civil. O termo de declarações registra a versão apresentada por ele e não representa, por si só, comprovação das acusações. Marcelo Queiroga e os demais envolvidos têm direito à manifestação e à defesa.
PARAÍBA DA GENTE
Com Blog do Bruno Lira

















