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FETRAF EMITE NOTA DE REPÚDIO POR ACONTECIMENTOS OCORRIDOS DURANTE MANIFESTAÇÃO POLITICA NA PRATA

Disparos foram efetuados por um policial nas proximidades de civis

paraibadagente por paraibadagente
13/09/2026
in Destaques, Notícias
1
FETRAF EMITE NOTA DE REPÚDIO POR ACONTECIMENTOS OCORRIDOS DURANTE MANIFESTAÇÃO POLITICA NA PRATA
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Viemos, por meio desta nota, manifestar nosso mais profundo *repúdio e indignação diante dos acontecimentos registrados no dia 12 de setembro de 2026, no município de Prata, Estado da Paraíba*, durante a concentração para uma carreata e comício em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e aos candidatos aliados, entre eles Valdenício da FETRAF.

O evento havia sido devidamente comunicado às autoridades policiais, conforme previsto na legislação vigente, e possuía horário previamente estabelecido para início e término da concentração. Tratava-se de uma manifestação de caráter político e democrático, realizada em via pública, dentro do exercício legítimo do *direito constitucional à livre manifestação e à participação política*.

Entretanto, durante a concentração,*um policial militar aposentado, teria acionado uma viatura da Polícia Militar*, que posteriormente chegou ao local, efetuou disparos de arma de fogo nas proximidades dos civis que participavam da manifestação

O que causa ainda maior indignação é o fato de que, naquele momento, encontravam-se no local *idosos, crianças, trabalhadores e demais cidadãos* exercendo pacificamente seu direito de manifestação. O local da concentração era próximo a uma lanchonete, aumentando ainda mais o risco de que pessoas que sequer participavam do ato fossem atingidas.

Questionamos: quem responderia caso um desses disparos atingisse uma criança, um idoso ou qualquer cidadão que estivesse naquele local?

Não podemos aceitar que uma manifestação política pacífica seja tratada como uma situação de confronto ou que o uso da força coloque em risco a vida e a integridade física da população.

A cidade de Prata é conhecida por sua tranquilidade e, até aquele momento, não havia qualquer situação de violência que justificasse uma atuação que pudesse colocar vidas em perigo. Por isso, é profundamente lamentável que aqueles que têm como missão constitucional proteger a sociedade e garantir a segurança da população estejam sendo apontados como responsáveis por uma ação que, segundo os relatos, provocou medo, insegurança e transtornos à população.

É importante deixar claro que não se trata de defender partido político, candidato ou ideologia acima da lei. Trata-se de defender algo muito maior: o Estado Democrático de Direito, a vida, a segurança e o direito de todo cidadão de se manifestar pacificamente

Por isso, solicitamos ao Excelentíssimo Governador do Estado da Paraíba, Lucas Ribeiro ao Secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, à Polícia Militar, ao Ministério Público e às demais autoridades competentes que promovam uma apuração rigorosa, independente e transparente dos fatos, identificando os responsáveis e adotando as medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades ou abusos.

Não podemos permitir que acontecimentos dessa natureza voltem a se repetir em nosso Estado.

O povo brasileiro conquistou, com muita luta, o direito de viver em uma democracia. O direito à manifestação pacífica não pode ser silenciado pela violência, pelo medo ou pelo abuso de autoridade.
As forças de segurança devem estar ao lado da população, garantindo a integridade de todos, independentemente de sua posição política, e não colocando cidadãos em situação de risco durante o exercício de seus direitos.

Ditadura e autoritarismo não podem ter espaço em uma sociedade democrática. Divergências políticas devem ser resolvidas pelo diálogo, pelo voto e pelas instituições, jamais pela intimidação ou pela violência.

Manifestamos, portanto, nosso veemente repúdio aos fatos ocorridos, nossa solidariedade a todos que estavam presentes e nosso compromisso com a defesa da democracia, da liberdade de expressão, do direito de manifestação e, acima de tudo, da vida.

Que os fatos sejam devidamente apurados.
Que os responsáveis respondam, se comprovadas as irregularidades.
E que nunca mais um cidadão tenha que temer pela própria vida simplesmente por exercer seu direito de se manifestar.

Prata – PB, 13 de setembro de 2026.

Valdenicio da Fetraf.

*Pela democracia. Pela liberdade. Pelo direito de manifestação. Pela vida.

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Comments 1

  1. Anônimo says:
    1 mês ago

    Antes de julgar, é preciso ouvir os dois lados. LEMBRE-SE: ELE TAMBÉM QUER VOLTAR VIVO PARA CASA

    Segundo informações, houve uma grande desordem provocada por motociclistas promovendo direção perigosa nas ruas durante o evento político. Foram feitas denúncias ao Centro de Controle, pelo 190, e a viatura foi enviada ao local. Ao chegarem, os dois policiais foram desobedecidos e houve tentativa de investida contra eles; para se defender, foram obrigados a atirar para o alto para conter a investida da multidão furiosa.

    Toda história tem dois lados, mas apenas uma versão costuma ser contada. Neste período eleitoral, muitos querem usar a polícia como palco político, se apresentando falsamente como defensores do povo. Um líder pode acalmar os ânimos — ou atiçá-los ainda mais. É evidente: dois policiais diante de uma multidão estão em enorme desvantagem, e muitos aproveitam o momento para avançar, desacatar e desobedecer.

    A Prata já tem histórico de acirramento político. Anos atrás, manifestantes de um lado partidário destruíram a Câmara Municipal e planejavam atear fogo ao prédio. Quando a polícia chegou, foram atacados; alguns portavam gasolina e pretendiam jogá-la contra os agentes.

    A meu ver, nenhum policial faz concurso, estuda, é aprovado e passa quase um ano em curso de formação para sair às ruas para apanhar ou ser intimidado por quem busca poder e vantagens.

    Que tudo seja apurado sem partidarismo nem ideologias. Que se dê a devida atenção ao cenário real: dois policiais cumprindo o dever de manter a paz e a tranquilidade que a Prata merece, diante de uma multidão enfurecida.

    Democracia não é sinônimo de desordem, baderna, desrespeito às leis de trânsito nem a qualquer legislação.

    Talvez a reação dos policiais poderia ser diferente, mas, no calor daquele momento, sob pressão e diante de uma situação potencialmente perigosa, foi a que o momento permitiu — até a chegada do reforço. Se não tivessem reagido, algo muito pior poderia ter acontecido. Ninguém é personagem de jogo: cada um tem apenas uma vida e não quer perdê-la. Os policiais têm famílias — pais, filhos, cônjuges — e o desejo legítimo de voltar vivos para casa.

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