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Metrópoles/Ideia: brasilienses se dividem ao avaliar se ter arma em casa aumenta a sensação de segurança

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Uma arma em casa faria 37,7% dos eleitores do Distrito Federal se sentirem mais seguros, de acordo com a pesquisa exclusiva Metrópoles/Ideia.

Segundo o levantamento, outros 37,4% disseram que ter um revólver, uma pistola ou uma espingarda dentro do próprio imóvel não traria maior segurança. Já 23,8% dos entrevistados responderam que não concordam nem discordam.

Veja o resultado:

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Para o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio Lima, os números apontam que os mais favoráveis às armas são homens de baixa renda, na faixa etária de 35 a 40 anos. Na avaliação de Lima, essa parcela da população idealiza a sensação de segurança, mas não a concretiza, em razão do valor do item.

“O custo de uma arma de fogo é muito alto para esse segmento da população. Essas pessoas pensam: ‘Ninguém me protege; então, vou me proteger’. No entanto, elas não conseguem ter acesso devido ao fator aquisitivo”, ponderou.

A sondagem também aponta que as mulheres são contra ter armas em casa. “As mulheres, que são vítimas de violência doméstica, são contra. Elas sabem que as armas podem provocar mortes e vitimá-las. A pesquisa revela um olhar ideológico da população, de uma certa forma, e a reprodução de uma doutrinação que vem sendo realizada”, disse o representante do fórum.

O presidente do Instituto Ideia e professor de estatística da Universidade George Washington, Maurício Moura, avaliou que o dado revela alto grau de insegurança entre os cidadãos: “É assustador. Quase 40% da população precisa de uma arma para ter sensação de segurança. Isso é o reflexo do medo da sociedade.”

Pesquisa

O Metrópoles divulgará uma série de pesquisas eleitorais encomendadas pelo portal ao Instituto Ideia. Os levantamentos para aferir a preferência do eleitorado brasiliense serão publicados até a véspera do segundo turno.

Foram entrevistadas 1,2 mil pessoas na faixa etária de 16 anos ou mais, com Título de Eleitor, em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, entre os dias 16 e 21 de junho.

A pesquisa quantitativa foi realizada com aplicação de questionário estruturado, por meio de inquérito telefônico, com plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

A consulta está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números DF-04171/2022 e BR-09578/2022.

Edvaldo

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