A diretora da Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, Dra. Tatiana Pimentel, completa nesta quarta-feira (4) um ano à frente da unidade prisional. Nomeada em 4 de novembro de 2025, a gestora celebra os primeiros 12 meses de administração com avanços em projetos de ressocialização, fortalecimento de ações de cidadania, valorização da maternidade e ampliação de parcerias institucionais.
Advogada formada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e historiadora pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Tatiana possui pós-graduação em Direito Penal, Processo Penal, Direito Penitenciário e Segurança Pública. Ao longo do primeiro ano de gestão, buscou aliar sua formação jurídica e humanística a iniciativas voltadas à eficiência administrativa e à garantia da dignidade das mulheres privadas de liberdade.

Entre os principais destaques está o lançamento do projeto “Voz que Liberta”, desenvolvido em parceria com a Ouvidoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e outras instituições. A iniciativa contou com a participação de autoridades, entre elas a desembargadora Fátima Bezerra Maranhão e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques Brandão.
O projeto tem como objetivo ampliar o acesso das reeducandas à assistência jurídica, contribuir para a celeridade dos processos e fortalecer a garantia de direitos. A ação também contemplou serviços de saúde, por meio de parcerias com o Hospital da Mulher e a Secretaria de Saúde.
Outro destaque da gestão foi o fortalecimento do projeto “Castelo de Bonecas”, iniciativa que promove oficinas de artesanato e produção de bonecas de pano. Reconhecido nacionalmente, o projeto estimula a capacitação profissional, o trabalho produtivo e a remição de pena, além de contribuir para a geração de oportunidades de renda após o cumprimento da pena.

Durante esse período, as artesãs da unidade também produziram mascotes do Sistema Único de Saúde (SUS), que foram apresentados ao Ministério da Saúde pela diretora e sua equipe.
Na área cultural, a gestão incentivou as atividades do coral “Vozes Passageiras”, formado por mulheres privadas de liberdade. O grupo utiliza a música como instrumento de expressão artística, fortalecimento emocional e reinserção social. Ao longo dos últimos 12 meses, foram realizadas 29 apresentações das coralistas.
As ações de humanização também ganharam espaço na administração. A unidade promoveu atividades voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares, incluindo comemorações do Dia das Crianças e outras datas especiais, proporcionando momentos de convivência entre as internas, seus filhos e familiares.
O esporte e o lazer também integraram a programação desenvolvida durante o período. As reeducandas tiveram a oportunidade de acompanhar jogos da Copa do Mundo no auditório da unidade, em momentos de integração e convivência.

Entre as iniciativas esportivas, destaca-se ainda o projeto “Vire o Jogo”, que realizou sua primeira edição com o objetivo de incentivar a prática esportiva dentro do ambiente prisional. A ação foi desenvolvida em parceria com professores de educação física da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).
Ao completar um ano à frente da Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, Tatiana Pimentel destaca-se pela continuidade e pelo fortalecimento de iniciativas voltadas à ressocialização, à assistência jurídica, à educação, à cultura e à valorização da dignidade humana.
As ações desenvolvidas ao longo desse período reforçam a importância da atuação conjunta entre a administração penitenciária, o Poder Judiciário, o Governo do Estado e instituições parceiras na construção de oportunidades para a reintegração social das mulheres privadas de liberdade.












