O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu a Avenida Paulista para fazer seu último ato da campanha das eleições de 2026 neste sábado (24). A icônica avenida de 2,8 km é palco das principais manifestações em São Paulo, tanto da esquerda quanto da direita.
Lula chegou ao ato pouco antes das 16h ao lado da esposa, Rosangela da Silva, a Janja, do vice, Gerado Alckmin (PSB), de Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB).
Por volta das 17h, 14 dos 18 quarteirões da avenida estavam tomados pelos manifestantes, e, com a multidão, os carros com Lula e outros convidados não conseguiam se movimentar pela avenida.
“Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente a mais emocionante, pela participação da sociedade”, afirmou o candidato à reeleição.
“E, neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto”, afirmou.
Lula destacou a mobilização dos eleitores no segundo turno: “Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno. Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos”.
“Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso.”
No ato de 11 de outubro, era possível observar apoiadores de Lula ocupando todos os 18 quarteirões da via, do Paraíso à Consolação, se concentrando em 12 deles. Na ocasião, a campanha de Lula não autorizou, por questões de segurança, o sobrevoo do drone do Monitor do Debate Político da USP, Cebrap e da ONG More in Common, que faz a contagem do público.
No dia 18 de outubro, cerca de 71,8 mil apoiadores do adversário Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Paulista, segundo o monitor.












