A nova composição do Congresso Nacional eleita no domingo (04/10) indica um cenário mais favorável para Hugo Motta (Republicanos) se reeleger presidente da Câmara do que para Davi Alcolumbre (União) tentar reeleição ao comando do Senado.
De acordo com a análise feita pelo portal Metrópoles, o motivo é a composição partidária da Câmara. Mesmo com o PL de Flávio Bolsonaro conquistando a maior bancada, com 121 deputados, a Casa deverá continuar sob o controle dos partidos do Centrão, que, unidos, somam 234 parlamentares.
Nessa conta do Centrão, entram os 87 deputados eleitos pela federação União Progressista e as 41 cadeiras conquistadas pelo Republicanos de Hugo Motta. O cálculo inclui ainda 43 deputados eleitos pelo PSD, 36 pelo MDB e 27 pelo Podemos.
Todos esses partidos citados apoiaram Motta na eleição ao comando da Câmara, em 2025. O paraibano pode ainda ter o apoio do PT, que elegeu 88 deputados pela federação PT/PCdoB/PV e podem apoiá-lo em 2027 para evitar que a Casa seja presidida por um bolsonarista.
Para se eleger presidente da Câmara, um candidato precisa de votos de ao menos 257 dos 513 deputados federais. Por esse cálculo baseado na nova composição do Congresso, Motta tem potencial de angariar mais de 300 votos, contando com Centrão e a esquerda.
















