O ex-governador da Paraíba e candidato a senador, João Azevêdo (PSB), afirmou, nesta quinta-feira (3), que, se eleito, não hesitará em votar por afastamento de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), se for o caso.
Em sabatina na TV Cabo Branco, o socialista lembrou que o Brasil promoveu mais de três impeachment de presidentes e, segundo ele, os ministros do STF também podem sofrer as mesmas sanções.
“Ninguém está acima da lei. O Brasil por três vezes já promoveu, de forma diferentes, o afastamento de três presidentes da República, o cargo mais alto do país”, disse
No entanto, João destaca que que, para isso, é preciso ser entendido o que leva ao processo. Caso se chegue a conclusão de que existe a necessidade de investigação, ela deverá se feita.
“Se existe fatos que sejam determinantes para a abertura de um processo, não tem o que se discutir. Tem que abrir”, finalizou.
O afastamento de ministro do STF tem repercutido no país com o levantamento de suspeita de ligação de Alexandre de Morais com o escândalo do Banco Master.
Relembre os presidentes que sofreram impeachment no Brasil
Carlos Luz (1955): Destituído pelo Congresso Nacional em novembro de 1955, em um julgamento rápido de poucas horas, sob a alegação de grave crise política.
Café Filho (1955): Teve o impedimento de retorno ao cargo votado pelo Congresso no mesmo período de 1955, também sem seguir os trâmites da atual lei de responsabilidade.
Fernando Collor de Mello (1992): Afastado após denúncias de corrupção. Ele renunciou horas antes da conclusão do julgamento no Senado, mas a renúncia não evitou a condenação e a perda dos direitos políticos por oito anos.
Dilma Rousseff (2016): Teve o mandato cassado pelo Senado Federal em 31 de agosto de 2016, após responder a acusações de crime de responsabilidade fiscal (as chamadas “pedaladas fiscais” e decretos de crédito suplementar).
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