A população desalentada também diminuiu. O contingente chegou a 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre, ou 248 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 14,1%, com 380 mil pessoas a menos.
Emprego com carteira atinge maior contingente
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, alcançou 39,4 milhões de pessoas, também o maior contingente da série histórica. O resultado ficou estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% no trimestre, com 477 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,1%, ou 283 mil trabalhadores.
Com isso, o total de empregados no setor privado atingiu 53,2 milhões de pessoas, o maior nível da série.
O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões e permaneceu estável no trimestre e no ano. Entre os trabalhadores domésticos, foram registrados 5,4 milhões de pessoas, estabilidade no trimestre e queda de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade foi de 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual ficou acima dos 37,2% registrados no trimestre encerrado em abril e abaixo dos 37,8% observados um ano antes.
Renda fica estável no trimestre e cresce no ano
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 3,3% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador ficou praticamente estável no trimestre, com alta de 0,2%, equivalente a R$ 904 milhões, e cresceu 4,1% em um ano, com aumento de R$ 15,1 bilhões.
Entre os setores, apenas o grupo de Alojamento e alimentação apresentou queda significativa do rendimento médio mensal real habitual no trimestre, com recuo de 5,1%, ou R$ 128. Na comparação anual, houve crescimento nos segmentos de Indústria, de 4,7%; Outros serviços, de 6,6%; e Serviços domésticos, de 4,1%.
Construção lidera alta da ocupação
Entre os grupamentos de atividade, apenas a Construção apresentou crescimento significativo da ocupação na comparação com o trimestre encerrado em abril. O setor teve alta de 5,1%, com 371 mil pessoas a mais.
Na comparação anual, houve aumento da ocupação na Construção, de 4,2%, com 308 mil trabalhadores adicionais; em Transporte, armazenagem e correio, de 5,4%, com 321 mil pessoas a mais; e em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, de 2,3%, com aumento de 438 mil trabalhadores.
O único grupamento com queda no período foi Serviços domésticos, que recuou 4,0%, com 229 mil pessoas a menos.
A força de trabalho, que reúne ocupados e desocupados, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, também o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,5% no trimestre, com 499 mil pessoas a mais, e 0,6% em relação ao mesmo período de 2025, com aumento de 600 mil pessoas.

















