O Dia do Motociclista, celebrado em 27 de julho, vai muito além de homenagear quem escolheu as duas rodas como meio de transporte, trabalho ou paixão. A data também convida à reflexão sobre um problema que continua fazendo vítimas diariamente: a violência no trânsito.
Na Paraíba, os números ainda preocupam. Somente nas rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal registrou 1.959 acidentes e 142 mortes durante o ano de 2025. O levantamento também revelou um aumento de 40% nas infrações por excesso de velocidade, um dos principais fatores relacionados aos sinistros graves.
Em Monteiro, a realidade também chama atenção. O município figura entre os que apresentam elevados índices de acidentes de trânsito no estado, especialmente em trechos urbanos da BR-412, nas proximidades do Queiroz Atacadão, da UPA, da Pousada Imperial e em outros pontos considerados críticos. O número de ocorrências tem sido motivo constante de preocupação das autoridades locais e da população.
Boa parte desses acidentes poderia ser evitada.
Excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, uso do celular ao volante, consumo de álcool antes de dirigir, desrespeito à sinalização e a falsa sensação de que “comigo nunca vai acontecer” continuam sendo ingredientes de tragédias anunciadas.
Pilotar uma motocicleta exige habilidade, atenção e responsabilidade. O motociclista é o elo mais vulnerável do trânsito. Diferentemente de quem está protegido pela estrutura de um automóvel, qualquer erro pode significar sequelas permanentes ou a perda da própria vida.
O capacete salva vidas. Os equipamentos de proteção fazem diferença. Respeitar os limites de velocidade não é demonstração de fraqueza, mas de inteligência. Cada ultrapassagem consciente, cada redução de velocidade e cada decisão prudente representam uma oportunidade a mais de voltar para casa.
O trânsito não é lugar para disputar espaço, provar coragem ou alimentar a pressa. É um ambiente compartilhado, onde cada escolha individual pode preservar ou destruir famílias inteiras.
Neste Dia do Motociclista, a maior homenagem não é acelerar. É chegar ao destino em segurança.
Paraíba da Gente

















