A Justiça de Minas decidiu converter em preventiva a prisão em flagrante de André Junio Silva de Carvalho, suspeito de matar a namorada dele, Stifanie Ribeiro Firmino Silva. Ele passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (23/7), na capital mineira.
De acordo com o juiz Diego Gómez Lourenço, a prisão se faz necessária pela extrema gravidade dos fatos, pela violência empregada e pelas circunstâncias que mostram um elevado grau de frieza e periculosidade do homem.
Conforme confessado pelo autuado, ele teve uma discussão com Stifanie e ela o expulsou do apartamento, o que motivou o ataque a ela. Ele a estrangulou até a morte e passou a conviver com o corpo, envolvido em dois cobertores por aproximadamente quatro dias.
Para disfarçar o odor da decomposição do corpo de Stifanie e para que os vizinhos não percebessem a morte, André fazia uso de “Bom Ar” e deixava as janelas do apartamento fechadas. Ele utilizou o celular da vítima para se passar por ela em conversa com uma amiga.
“Tais circunstâncias demonstram extrema frieza e absoluto desprezo pela vida e pela dignidade da vítima, extrapolando de forma expressiva a gravidade inerente ao tipo penal. Nesse contexto, a manutenção da custódia cautelar mostra-se indispensável para a garantia da ordem pública, diante da elevada periculosidade evidenciada pela forma de execução do delito, pela motivação fútil, pela especial vulnerabilidade da vítima e pelo comportamento posterior do autuado, impondo-se uma resposta firme do Poder Judiciário para interromper a escalada de violência praticada contra a mulher e resguardar a ordem pública”, determinou o juiz.
Conforme relato das testemunhas, a vítima era portadora de transtornos mentais, condição que a colocava em especial situação de vulnerabilidade.
Sobre o crime
Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento na segunda-feira (20/7), após vizinhos sentirem a falta dela e acionarem a Polícia Militar de Minas Gerais.
De acordo com a ocorrência, um vizinho acionou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ele contou que a mãe costumava ajudar a Stifanie, que morava sozinha e estaria passando por problemas emocionais após a morte da mãe dela.
As duas vizinhas mantinham contato frequente por mensagens de áudio. No entanto, após o desaparecimento da mulher, as respostas passaram a ser enviadas apenas por texto, o que levantou suspeitas. Diante da mudança, essa vizinha pediu ao filho para acionar a polícia fosse acionada. Segundo os moradores, eles não tinham contato com familiares da vítima.
O namorado de Stifanie virou o principal suspeito após ser visto em imagens de circuito de segurança deixando o condomínio com duas malas.
Confissão
André Junio Silva de Carvalho, de 24 anos, se entregou à Polícia Civil na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira (21/7). Ele confessou o crime.
As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer a motivação e toda a dinâmica do crime.
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