O que os pesquisadores encontraram
O meteorito foi classificado como um condrito carbonáceo, um tipo raro de rocha espacial conhecido por preservar compostos químicos muito antigos.
As análises revelaram a presença de aminoácidos, compostos de carbono e outras moléculas prebióticas, substâncias que não representam vida, mas que podem participar das reações químicas que deram origem aos primeiros organismos na Terra.
Os pesquisadores também identificaram minerais formados pela ação de fluidos ricos em sal no corpo celeste de origem. Segundo a equipe, esse processo nunca havia sido observado nesse tipo de objeto e pode oferecer novas pistas sobre a evolução química dos primeiros corpos do Sistema Solar.
Trajetória reconstruída
O meteorito caiu sobre a residência em 16 de julho de 2024. Naquele dia, pelo menos 60 pessoas em estados do nordeste dos Estados Unidos relataram ter visto uma intensa bola de fogo cruzando o céu. Outras testemunhas disseram ter sentido a onda de choque provocada pela passagem do objeto.
Com imagens registradas por câmeras da Sociedade Americana de Meteoros e por uma câmera residencial, os pesquisadores reconstruíram a trajetória da rocha e concluíram que ela veio da região interna do cinturão de asteroides, localizado entre Marte e Júpiter.
A rocha se fragmentou ainda durante a entrada na atmosfera, e apenas os pedaços encontrados na casa foram recuperados.
Próximos estudos
Agora, os pesquisadores pretendem comparar os minerais presentes no meteorito com amostras coletadas nos asteroides Ryugu e Bennu pelas missões espaciais japonesas e norte-americanas.
Segundo a equipe, essa comparação poderá ajudar a entender melhor como compostos ligados à origem da vida se distribuíram pelo Sistema Solar durante sua formação.
Paraíba da Gente com informações Metrópoles