A família de um aluno autista de 12 anos denunciou nas redes sociais que a criança teria sido deixado de fora de uma apresentação junina realizada na Escola Municipal Índio Piragibe, em João Pessoa, apesar de demonstrar interesse em participar da atividade.
Segundo o relato, a criança passou dias aguardando a festa. “Durante dias, ele falou sobre a festa junina, dançou em casa, escolheu a roupa e demonstrou toda a empolgação de uma criança que sonhava participar daquele momento”, escreveu a família.
Os responsáveis afirmam que receberam a informação de que não haveria apresentações das turmas durante o evento. Ao chegarem à escola, descobriram que as apresentações estavam acontecendo normalmente.
“Fomos informados de que não haveria apresentações das turmas. Porém, ao chegar à festa, descobrimos que elas aconteceriam. Ao questionarmos por que ele não havia ensaiado, ouvimos que ‘nem todos os alunos quiseram participar’”, relatou a família.
A publicação contesta a justificativa apresentada.
“O problema é que ninguém perguntou a ele. Ninguém consultou a família. E ELE QUERIA PARTICIPAR”, escreveu.
A família também descreveu a reação da criança ao perceber que não participaria da apresentação.
“Ver meu enteado chegar tão feliz e perceber que havia sido deixado de fora foi doloroso, assim como para a mãe e avó que estavam com ele. Mais do que perder uma apresentação, ele perdeu a oportunidade de viver um momento especial ao lado dos colegas”, relatou.
Em outro trecho, os responsáveis fizeram um apelo para que situações semelhantes não voltem a acontecer.
“Se todos soubessem como eles são felizes com tão pouco, não deixariam absurdos como esse acontecerem, não tirariam sorrisos de quem só dá carinho. Que situações como essa sirvam de reflexão para que nenhuma outra criança passe pelo mesmo”, completou a família.
O caso chamou a atenção da promotora de Justiça da Educação de João Pessoa, Ana Raquel Beltrão, que orientou os responsáveis a formalizar uma denúncia junto ao Ministério Público da Paraíba.
“Lamento muito o ocorrido e peço que você compareça ao MP, na Rua Almirante Barroso, para instaurar um procedimento para apurar o fato, que tem consequências administrativas, cíveis e penais”, afirmou a promotora.
Blog do Maurílio Júnior

















