O Palácio do Planalto desaprovou a estratégia usada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) de usar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como escudo para se defender das acusações que pesam contra ele. Ao dizer em entrevista à BandNews que Lula não vai tirá-lo da liderança do governo no Senado, nesta quinta-feira, 28, Wagner procurou demonstrar a total confiança do amigo-presidente.
Auxiliares diretos de Lula afirmaram, porém, que a situação de Wagner caminha para ficar insustentável. O argumento é que não dá para o presidente colar no senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal rival, a pecha de “Bolsomaster”, por causa das ligações dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Lula calcula desgaste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calcula o desgaste ao governo federal gerado pela operação da PF (Polícia Federal) contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e buscou ministros palacianos ao longo de ontem, quinta-feira (18/06) para tratar do tema. Os encontros aconteceram no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
Uma ala do Palácio do Planalto avalia que a operação prejudica a imagem e a articulação política da gestão federal e defende que Jaques seja substituído na liderança do governo no Senado. Mas prevalece a avaliação de que Lula só deve tomar uma decisão após uma conversa pessoal com o parlamentar e outros aliados.
Lula teve uma primeira conversa por telefone com Jaques Wagner ainda na quinta, mas prefere esperar uma reunião presidencial para deliberar o assunto, segundo auxiliares.
O Globo
















