O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse que eles são piores que o pai e associou a família ao relatório dos Estados Unidos que propõe uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros, por supostas práticas restritivas ao comércio americano.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele e são, na verdade, vendilhões da pátria, foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores. […]. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, afirmou Lula.
Ontem, os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que oneram ou restringem o comércio com os norte-americanos. Como resposta, o Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs a aplicação da tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras.
A decisão ocorre uma semana após Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República, visitar Donald Trump na Casa Branca e se reunir com auxiliares do presidente norte-americano. Por isso, o petista vê a digital dos filhos de Bolsonaro na sanção imposta pelo governo Trump aos produtos brasileiros. Ele lembrou do primeiro tarifaço estabelecido em julho do ano passado.
“No dia em que ele [Trump] taxou, os ‘meninos do Bolsonaro’, um deles, que é candidato a presidente, disse no dia 9 de julho de 2025, ele tuitou: ‘Obrigado Trump, faça o Brasil livre de novo. Queremos o Magnistky’ , a lei que pune os brasileiros, a lei em que eles sequestram o dinheiro dos brasileiros que podem ter qualquer coisa nos Estados Unidos, inclusive o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Lula.
“Então, o filho dele, que hoje foi para a televisão dizer que não disse nada, eu vou repetir, em 9 de julho de 2025, no dia que ele nos puniu, ele foi dizer obrigado Trump. E o outro filho também foi agradecer ao presidente Trump. Os dois criticando o Brasil e parabenizando o Trump pela taxação”, acrescentou.
Mais cedo, Flávio disse ter pedido que Trump não taxasse as empresas brasileiras. O presidente reagiu à essa declaração durante um evento em Catalão.
“Eu já fiz muita campanha política, eu já enfrentei muita gente de direita. Eu enfrentei gente do centro. Nunca esse país teve a sordidez política que a gente tem com essa família metralha que assumiu o governo de 2018 a 2022”, pontuou.
“Só para lembrar: ele hoje foi dizer que não falou nada. E falou. Ele foi pedir arrego. Foi dizer: ‘porra, Trump, dá uma porrada Lula, taxa o Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições, Trump, não deixa. Prejudica o Lula’. Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula, vai prejudicar o povo, os empresários, o agronegócio brasileiros”, completou.
O mandatário destacou que a China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa e que pode voltar a importar a carne brasileira. “Então, eu tenho muita sorte. Se você não quiser comprar de mim, eu vou vender para outro. Eu não permitirei que a mentira predomine sobre a verdade”.
Com Veja

















