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Apesar da polarização entre Lula e Flávio, 4 em 10 eleitores admitem que podem mudar voto

paraibadagente por paraibadagente
08/05/2026
in Destaques, Notícias, Política
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Apesar da polarização entre Lula e Flávio, 4 em 10 eleitores admitem que podem mudar voto
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O vasto número de pesquisas eleitorais divulgadas desde o início deste ano mostra um cenário polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), a pouco menos de cinco meses da votação. A depender do levantamento, os dois concentram quase 80% das intenções de voto no primeiro turno, deixando, por ora, pouco espaço para candidaturas alternativas. Um outro dado, porém, também captado pelas sondagens, mostra que a disputa ainda está longe de ser definida: um contingente expressivo de eleitores que apontam hoje um nome na corrida ao Palácio do Planalto admite que pode mudar sua escolha até o encontro com a urna, em outubro.

CAÇA AO VOTO - O senador: foco na tentativa de furar a bolha bolsonarista conquistando o apoio de jovens e mulheres
CAÇA AO VOTO - O senador: foco na tentativa de furar a bolha bolsonarista conquistando o apoio de jovens e mulheres (Jeferson De Paula/Photo Premium/Ag. O Globo/.)

Duas pesquisas divulgadas nos últimos dias coincidem no diagnóstico: quatro em cada dez entrevistados não se mostram totalmente convictos. Pela sondagem da Genial/Quaest publicada em 15 de abril, 43% do eleitorado disse que pode trocar de candidato na corrida presidencial. Já no levantamento Meio/Ideia que saiu na quarta-feira 6, 45% afirmam que sua escolha não é definitiva. Uma movimentação expressiva do eleitorado não é algo difícil de acontecer. Em abril de 2022, segundo a Genial/Quaest, um percentual menor que o atual (35%) admitia a possibilidade de mudar o voto — e isso, de fato, ocorreu. O placar da corrida eleitoral naquele mês apontava 44% para Lula contra 29% para Jair Bolsonaro, então presidente, mas a disputa terminou em 48% a 43% quando os votos do primeiro turno foram apurados.

arte jogo aberto

Essa legião de brasileiros que ainda esperam ser convencidos já chamou a atenção das campanhas presidenciais, que começaram a se movimentar no sentido de conquistá-los. Em regra, o eleitor com voto mais consolidado é o que tem um lado autodeclarado, seja de direita ou de esquerda, enquanto o mais indeciso é o independente — dois em cada três (66%) desse espectro dizem que sua decisão de voto ainda pode mudar até outubro. Segundo o diretor de inteligência da Quaest, Guilherme Russo, a persistente polarização ajuda a explicar esse fenômeno. “O eleitor independente, de novo, está órfão. Eles sofrem para tomar essa decisão porque não se consideram nem lulistas, nem bolsonaristas, nem de esquerda, nem de direita.

A polarização prejudica esse sentimento dos independentes e é por isso que eles serão a chave dessa eleição presidencial”, analisa. A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, aponta outro dado importante: o eleitor parece menos animado do que em outros anos. “Não há grande entusiasmo nesse pleito com os nomes apresentados até aqui. Há vários motivos para isso, mas a repetição dos nomes é a principal. Há uma visão de que esta será uma reedição da disputa entre Lula e Bolsonaro”, diz.

arte jogo aberto

Um setor do eleitorado que pode desequilibrar a disputa são os jovens. De acordo com a Genial/Quaest, 52% dos votantes com idades entre 16 e 34 anos estão no contingente de brasileiros que ainda podem ser conquistados. Um dos motivos é a própria mudança do perfil geracional. Tradicionalmente mais alinhada a candidatos de esquerda em outros tempos, a juventude passou a apresentar um comportamento mais fragmentado e menos identificado com Lula na atual eleição — na pesquisa Genial/Quaest, essa é justamente a faixa etária em que o presidente encontra mais dificuldade para avançar. A importância desse eleitorado já foi percebida pelas pré-campanhas. A primeira queda de braço se deu na corrida pelos novos títulos eleitorais, cujo prazo terminou no dia 6. Petistas e bolsonaristas reservaram espaço nas redes para dialogar com quem completa 16 ou 17 anos neste ano e, por lei, pode mas não é obrigado a votar. O PT divulgou uma peça narrada por Julia Köpf, secretária nacional da Juventude da legenda, em que destaca programas como o Pé-de-Meia, estudos sobre tarifa zero no transporte público e a expansão das universidades federais. Do lado da oposição, o próprio Flávio Bolsonaro gravou vídeo direcionado aos jovens. “Se você não votar em 2026, alguém vai decidir sua vida por você, que hoje paga caro em tudo, tem dificuldade para conseguir oportunidade e ainda vê seu futuro travado”, disse.

RISCO - Zema: oito em cada dez eleitores do mineiro ainda podem mudar o voto
RISCO - Zema: oito em cada dez eleitores do mineiro ainda podem mudar o voto (Aloisio Mauricio/Fotoarena/Ag. O Globo/.)

Outro segmento decisivo é o público feminino, onde 49% das eleitoras não estão fechadas com seus candidatos. As mulheres representam a maioria da população e não há, neste momento, um alinhamento claro a um campo político específico, como ocorreu em pleitos anteriores. Antes mais favorável a Lula, o apoio desse público ao presidente tem minguado nos últimos meses, reforçando a ideia de que esse eleitorado está em movimento. Historicamente, elas tendem a decidir o voto mais tarde e com base em fatores concretos do cotidiano, como segurança, saúde e qualidade de vida. Esse cenário ajuda a explicar por que as campanhas passaram a tratar esse segmento como peça-chave da eleição, mobilizando figuras como a primeira-dama Janja da Silva e sua antecessora, Michelle Bolsonaro, para atuar diretamente na disputa pelas eleitoras.

FOCO - Campanhas do PT e do PL miram público jovem: eleitorado em disputa
FOCO - Campanhas do PT e do PL miram público jovem: eleitorado em disputa (./Reprodução)

Um dado das pesquisas mostra que essa potencial migração de votos pode favorecer a oposição. No recorte por candidato, vê-se que a probabilidade de mudar é maior entre quem prefere os nomes alternativos do campo da direita, que ainda não atingiram dois dígitos das intenções de voto, como os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No caso do mineiro, 81% de seus eleitores dizem que podem escolher outro nome — com Caiado, esse número é de 60%. “Os eleitores desses candidatos vão esperar para ver a viabilidade eleitoral deles. Se não se mostrarem competitivos, perderão intenção de voto até a eleição, porque o eleitor entende que esse voto não terá utilidade”, aponta o cientista político Antonio Lavareda, especializado em comportamento eleitoral. O fato de essa volatilidade estar mais concentrada entre eleitores à direita pode ser má notícia para Lula, porque esse contingente dificilmente vai dar uma guinada na sua preferência. “O mais possível é uma redistribuição dentro do campo da direita, pelo critério de proximidade ideológica”, pontua Lavareda.

FÉ - Ronaldo Caiado: campanha tenta tornar o candidato mais conhecido do eleitor
FÉ - Ronaldo Caiado: campanha tenta tornar o candidato mais conhecido do eleitor (Cristiano Borges/.)

Lula, no entanto, também tem seus trunfos. Como incumbente, ele tem uma vantagem típica de quem ocupa o cargo: a visibilidade e a possibilidade de criar ou inflar políticas públicas com impacto direto sobre o eleitor. Em 2022, Bolsonaro, em desvantagem, lançou um pacote bilionário de benefícios às vésperas da eleição, incluindo redução de impostos, aumento do Auxílio Brasil, vale-gás e voucher para caminhoneiros. Agora, Lula já sinaliza que pretende agir de maneira semelhante: na próxima semana, deve anunciar um investimento de quase 1 bilhão de reais em segurança pública, apontada em todas as pesquisas como o principal calcanhar de Aquiles de seu governo. Também aposta em medidas voltadas ao custo de vida e ao endividamento da população, como a nova edição do Desenrola — a pesquisa Meio/Ideia mostrou que 42% da população considera que o custo de vida e as dívidas são dois fatores que impactam muito na decisão do voto. Além disso, o presidente não enfrenta, até o momento, nenhuma concorrência relevante dentro de seu próprio campo ideológico, o que reduz o risco de dispersão eleitoral.

DERROTA - Bolsonaro em 2022: distância para Lula sumiu no primeiro turno
DERROTA - Bolsonaro em 2022: distância para Lula sumiu no primeiro turno (Nelson Almeida/AFP)

Pesquisa, como se sabe, não é previsão do futuro: há uma série de fatores que podem influenciar a eleição. Além das questões centrais da vida cotidiana, como o comportamento da economia ou da violência, episódios extraordinários podem mudar o jogo. Foi o caso, em 2002, de Roseana Sarney, que estava empatada com Lula nas pesquisas, mas viu suas chances ruírem após a Polícia Federal encontrar 1,3 milhão de reais em dinheiro na empresa dela e de seu marido, Jorge Murad. A circulação das imagens do dinheiro e as desconfianças sobre sua origem minaram a candidatura. Em 2014, Marina Silva chegou a liderar a corrida contra Dilma Rousseff após a morte de Eduardo Campos em acidente aéreo, mas acabou nem indo ao segundo turno após ser alvo de bombardeio pesado do petismo. Em 1989, Fernando Collor transformou uma candidatura periférica em favorita graças à propaganda de “caçador de marajás”. O marqueteiro Paulo Vasconcelos, que trabalhou com Collor e hoje auxilia Caiado, afirma que muita coisa mudou desde então, mas a necessidade de tornar o candidato conhecido permanece central. “Agora, na pré-campanha, a busca é por aumentar esse nível (de conhecimento) para poder ser escutado no futuro. O eleitor vai decidir o voto lá na frente”, diz.

FIM DA LINHA - Roseana Sarney em 2002: candidatura ruiu após PF achar 1,3 milhão de reais em sua empresa
FIM DA LINHA - Roseana Sarney em 2002: candidatura ruiu após PF achar 1,3 milhão de reais em sua empresa (Adilvan Nogueira/Folha Popular/Estadão Conteúdo; Sérgio Lima/Folhapress/.)

Um momento-chave para mudar votos é a campanha eleitoral, a partir de agosto. Na disputa entre Lula e Flávio para tirar eleitores dos outros, há duas estratégias centrais. Uma é a comparação entre gestões e perfis de agenda. Lula deve insistir em que seu governo foi melhor que o de Bolsonaro, lembrar episódios como a crise da covid e a tentativa de golpe e investir em agendas voltadas a jovens, mulheres e indecisos. Já Flávio vai dizer que o petista tem agenda arcaica, incompatível com o que pede o país, e mostrar um caminho mais liberal e menos centrado no Estado. Outra estratégia será desconstruir o adversário, um método clássico para tirar votos do rival. Lula deve relembrar as suspeitas sobre Flávio, como a rachadinha, o elo com milicianos e a mansão milionária comprada em Brasília. Já Flávio citará Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e alvo de investigação no escândalo do INSS, para apontar que a corrupção ainda ronda o entorno do petista.

QUEDA - Marina e Eduardo Campos: candidata perdeu gás após tiroteio petista
QUEDA - Marina e Eduardo Campos: candidata perdeu gás após tiroteio petista (Pedro Ladeira/Folhapress/.)

Apesar do consenso de que ainda há muita água para rolar, especialistas apontam que existe uma janela relativamente estreita para que nomes alternativos consigam se firmar como opções competitivas. Esse prazo seria até agosto, depois do registro das candidaturas e do início da propaganda eleitoral gratuita, quando a população começa a prestar mais atenção à disputa, terminadas a Copa do Mundo e as festas juninas. Após esse período, a tendência histórica é de consolidação dos candidatos mais fortes e eventual esvaziamento daqueles que não conseguiram atingir um patamar mínimo de viabilidade. Até lá, há espaço para surpresas: resta saber se a gravidade produzida pela polarização permitirá que isso aconteça.

Com Veja

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