Faz pouco mais de 30 dias que o governador Lucas Ribeiro (PP) está à frente do Governo do Estado, e já é possível observar algumas facetas administrativas, a começar por sua forma mais pacata de reagir a determinadas situações. E sem perder sua autoridade, mas com um reposicionamento estratégico dentro da máquina estadual, basta ver as mudanças de posição de algumas “cadeiras” importantes.
Dentre tudo isso, o gestor tem apresentado equilíbrio emocional, mantendo-se, ao mesmo tempo, equidistante do que vem acontecendo em todo o Estado, seja na política ou mesmo no tocante à parte de gestão, o que denota cautela e senso de responsabilidade por parte do novo governador.
A solidariedade também tem sido um dos pontos marcantes neste início de gestão. O governador Lucas Ribeiro tem marcado presença em diversos municípios paraibanos, junto aos prefeitos, atuando diretamente no apoio às pessoas que ficaram desabrigadas durante as enchentes ocorridas recentemente no Estado.
O governador acompanhou “in loco” todo o sofrimento das famílias desabrigadas e as angústias enfrentadas pelos gestores municipais, mobilizando rapidamente o governo para prestar assistência e garantir ações emergenciais. Essa postura foi de grande valia para as famílias mais vulneráveis, demonstrando que este governo está antenado com tudo o que acontece na Paraíba e apto para atuar diante das demandas sociais mais urgentes.
O formato do governo de Lucas é de abertura para um perfil mais “apartidário”, que vem dando denotação de um valioso espírito público, cujo objetivo é ter, a cada momento, uma conexão maior com os entes do estado da Paraíba.
Essa performance sábia tem lhe aproximado até de políticos considerados adversários, mas que já abre uma perspectiva de diálogo mais adiante, especialmente em caso de um segundo turno das eleições deste ano. Um exemplo notório disso é o seu alinhamento administrativo com o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (UB), o qual brevemente terá um encontro em que o governador Lucas Ribeiro poderá liberar R$ 2,5 milhões para o São João, o que fará com que o prefeito campinense tenha um respiro administrativo.
Gestos dessa natureza fazem com que não só a população de Campina Grande reconheça a nobreza, como o próprio Bruno Cunha Lima poderá avaliar um possível apoio no segundo turno, caso o senador Efraim Filho não obtenha êxito no primeiro turno das eleições deste ano, até porque, durante o transcorrer da disputa, haverá, sem sombra de dúvidas, um acirramento bastante intenso, pois quem conhece Campina sabe que, quando começa a eleição propriamente dita, até parentes correm o risco de se desentenderem, e isso pode ser proveitoso para o governador Lucas Ribeiro.
Daqui para o segundo turno, pode ser que até venha a ter o apoio do prefeito Bruno Cunha Lima, o que pode ser decisivo para uma vitória triunfante, já que ambos são campinenses e, nesse caso específico, o bairrismo ainda fala mais alto.
Essa estratégia de ajudar Campina Grande tem no seu escopo um entendimento político para obter o apoio do gestor campinense e ainda trazer grandes vantagens para Campina, que terá, por quatro anos, um governador que poderá abrir portas de empregos e ações na cidade, o que dificilmente aconteceria no governo de Cícero Lucena (MDB), que tenderia para João Pessoa.
Mas, como diz: “Em política até boi voa” (Maurício de Nassau). Muita água pode rolar e ainda muitas alianças podem surgir.





















