O deputado federal e pré-candidato à reeleição, Ruy Carneiro, defende a redução da jornada de trabalho para 5×2 ao invés de 6×1, que vigora há décadas. O parlamentar disse já existir empresas que adotam escala reduzida aos funcionários, destacou que tanto empresários quanto trabalhadores ganham com a mudança e que a produtividade, bem como a qualidade da produção “aumentaria”.
“Conheço muito sobre esse assunto e a melhor opção é a escala 5×2. Ao contrário do que alguns empresários pensam, eu trago dois exemplos, a experiência da rede de restaurantes Gurumê e a Smart Solar, que há mais de 12 anos trabalho com essa escala, menos atestado médico, menos demissão e maior desempenho. O empresário que acha que quanto mais horas, mais resultado ele está equivocado, o que interessa é o profissional estar bem para entregar aquele serviço”, analisou o parlamentar.
Conforme apurou o ClickPB, duas Proposta de Emenda à Constituição (PECs) que reduzem a carga horária de trabalho no Brasil já estão em análise na Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ) sobre a admissibilidade. A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de dez anos.
Como acompanha o ClickPB, durante audiências públicas realizadas pela CCJ, representantes do governo, das centrais sindicais e do setor produtivo apresentaram posições divergentes sobre eventuais impactos da mudança, e nesta quarta-feira (22), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados reúne-se para avançar na análise.
O relator dos projetos na comissão, Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer indicando que não há impedimento constitucional para a tramitação das propostas, mas a votação foi adiada por um pedido de vista. Se forem aprovadas nessa fase, seguem para uma comissão especial para análise do mérito, e depois para o Plenário.
Ruy defende a redução da carga horária já há anos. Ao ser questionado sobre possível reação do setor produtivo, caso seja aprovada a nova escala laboral, Ruy Carneiro, em sua análise, deu como exemplo, o aumento da produtividade, ganhos de saúde e qualidade de vida “minha posição é essa e não muda, pois eu estudei o assunto”, destacou sobre possível pressão de empresários acerca de aumento de custos e risco de demissões.
O parlamentar destacou ainda que a modernização da jornada precisa garantir benefícios aos trabalhadores e promover o crescimento econômico do país, e que esse não pode ser reduzido apenas à questão da carga horária, mas sim, sobre saúde física, mental, produtividade e outros aspectos.
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