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Quem é a “Rainha dos Carecas”, presa por exercício ilegal da profissão

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    A “Rainha dos carecas”, presa pela Polícia Civil de Minas Gerais por realizar transplantes capilares sem ser médica, é, na verdade, a farmacêutica Lúcia Felippe Janot Marinho, 38 anos. A mulher, dona de uma clínica supostamente especializada nos procedimentos cirúrgicos, foi presa em flagrante, na região de Murié, em Minas Gerais, na última quarta-feira (3/7).

    Com quase 60 mil seguidores no Instagram, Lúcia se apresenta como CEO da Clínica Espaço Capilar, edificação com três pavimentos, no centro do município mineiro. Em suas postagens, a falsa médica incentiva homens com calvície a perderem o medo de passarem por transplante capilar. “Quanto vale aquela selfie? Quanto vale acordar e pentear o cabelo? Venham que nós não perdemos negócio”, garantia a dona da Clínica Espaço Capilar.

    De acordo com as investigações da Polícia Civil mineira, a suspeita atendia dezenas de pacientes todos os meses. As apurações tiveram início após denúncias da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sobre o fato de a profissional não ser médica.

    A “Rainha dos carecas” foi presa no momento em que um paciente estava no centro cirúrgico e passava pelo procedimento de transplante de fios. Foi necessário a polícia acionar a Vigilância Sanitária e um serviço médico que finalizasse o procedimento no homem que estava sendo operado.

    Sem médicos

    Apesar de ter uma agenda cheia de pacientes, a clínica não contava com o trabalho de nenhum médico habilitado para fazer os procedimentos cirúrgicos. Os transplantes eram feitos por duas auxiliares de enfermagem, de 26 e 37 anos, que também foram levadas para a delegacia e atuadas pelo exercício ilegal da profissão.

    A farmacêutica e as “ajudantes” realizavam a técnica de transplante capilar chamado Extração das Unidades Foliculares (FUE), que extrai e transplanta, com instrumentos específicos, as unidades capilares individualmente.

    Aproximadamente R$ 17 mil e documentos foram apreendidos pela polícia, além de vários medicamentos de uso restrito, já que não foram apresentados receituários, notas fiscais e confirmações de quem seria o fornecedor.

    Pacientes ouvidos

    Segundo delegado responsável pelas investigações, Fábio Correia, a segunda etapa da apuração envolve o depoimento de pacientes que foram atendidos pelas mulheres.

    Com o cumprimento dos mandados de busca, teremos acesso aos prontuários e iremos ouvir as pessoas para saber se todos tinham conhecimento que os procedimentos não eram feitos por médicos habilitados”, explicou o delegado.

    Correia explicou que a clínica tem dimensões que chamam a atenção. “Conseguimos notar que havia dois centros cirúrgicos, além de salas de medicamentos e consultórios”, disse.

    Após o flagrante, todas as suspeitas foram levadas para a delegacia e a clínica foi interditada pela vigilância sanitária.

     

    Metrópoles

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