O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou na tarde desta quinta-feira, 15, que tenha a intenção de disputar a Presidência da República em outubro deste ano e reafirmou o seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “O Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato”, disse em uma coletiva de imprensa em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
A declaração veio na mesma semana em que provocou polêmica um vídeo publicado por ele no Instagram no qual afirma que o Brasil precisa de um “novo CEO” e faz críticas a Lula e ao PT, o que foi entendido por muitos como uma demonstração de que ainda está no jogo presidencial. Na publicação, a sua esposa, Cristiane Freitas, fez um comentário que poderia ser lido como um apelo para seu marido disputar a Presidência.
Tarcísio, no entanto, negou que a publicação tivesse esse objetivo. “A mensagem lá é um desabafo contra o PT (…), só isso, não tem nada a ver com o jogo presidencial. Está dizendo o seguinte: PT, não! A direita vai estar unida em torno de um nome, e o meu nome é o Flávio”, declarou. “A gente estava dizendo o seguinte: a gente precisa, na verdade, de um gestor do Brasil que tenha liderança para enfrentar os grandes desafios e resolver os problemas, problemas que são sérios (…). Mais importante que a crise fiscal é a crise moral (…). Quando você fala que o Brasil precisa de um novo gestor, isso foi falado em um evento empresarial, por isso que menciono o CEO, a gente está dizendo que não dá mais para ser o PT. O PT já está ultrapassado, já não está oferecendo as respostas para o Brasil. A gente precisa trocar o rumo, porque senão a gente vai perder oportunidades”, continuou Tarcísio nesta quinta-feira.
Apontado por muitos como o nome mais forte da direita para disputar a Presidência da República com chances de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque seria capaz de agrupar partidos do Centrão e atrair o apoio de bolsonaristas e de setores econômicos, o futuro político de Tarcísio desperta incertezas desde que Flávio lançou a sua candidatura, em 5 de dezembro, com o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Articulações de bastidores, no entanto, ainda tentam convencê-lo na entrar na corrida ao Palácio do Planalto.
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