O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta quinta-feira (15) proibir que parlamentares direcionem emendas a ONGs (Organizações não-governamentais) que sejam ligadas a parentes de deputados ou senadores.
No parecer, o magistrado considerou que a escolha por envios ao terceiro setor teve um aumento significativo ao longo dos últimos anos, acumulando mais de R$ 1,7 bilhão desde 2019.
“Determino a proibição de destinação e execução de recursos oriundos de emendas parlamentares em favor de entidades do terceiro setor que tenham, em seus quadros diretivos e administrativos, cônjuge, companheiro ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, de parlamentar responsável pela indicação da emenda ou de assessor parlamentar a ele vinculado”, diz trecho da decisão.
Dino também restringiu o envio de emendas para organizações que tenham contratos ou prestadores de serviços que sejam ligados a parlamentares. As restrições são indicadas como uma forma de proibir o nepotismo e evitar improbidade administrativa.
Obras contra as Secas
Em outra frente, o ministro estabeleceu que o envio de emendas ligadas a obras de pavimentação, como as relacionadas ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas, precisarão ter regras a serem estabelecidas em uma nota conjunta a ser elaborada pelo governo.
A determinação é de que os ministérios do Desenvolvimento Regional, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da CGU (Controladoria-Geral da União) apresentem esse direcionamento em um prazo de até 60 dias.





















