O reaparecimento público do cantor J. Neto emocionou fãs e repercutiu intensamente nas redes sociais nos últimos dias. Em um vídeo que circula amplamente, o artista aparece visivelmente comovido, cantando o clássico Pensando Bem durante um evento de Natal, marcando sua retomada às atividades após um dos períodos mais difíceis de sua vida.
J. Neto, que marcou gerações com suas músicas e se consolidou como um dos nomes mais lembrados da música gospel no Brasil, enfrentou uma dura batalha contra a depressão e o alcoolismo. A fase mais delicada teve início após a morte trágica de seu filho, um trauma profundo que abalou sua estrutura emocional e espiritual, levando-o a um processo silencioso de dor, isolamento e sofrimento.
A história do cantor escancara uma realidade muitas vezes ignorada ou romantizada: a depressão e o alcoolismo não escolhem classe social, fé, fama ou sucesso. Podem atingir qualquer pessoa, inclusive figuras públicas que, aos olhos do público, aparentam força, estabilidade e felicidade.
Segundo especialistas, o alcoolismo muitas vezes surge como uma tentativa equivocada de aliviar dores emocionais profundas, agravando ainda mais quadros depressivos. O problema é que, sem acompanhamento adequado, esse ciclo pode se tornar destrutivo, afetando não apenas o indivíduo, mas toda a família ao redor.
No vídeo divulgado, J. Neto também compartilhou uma mensagem de gratidão, demonstrando que o processo de recuperação envolve fé, apoio e, sobretudo, reconhecimento da própria fragilidade.
“Uma alegria louvar em um lindo evento como este. Deus habita em nossos louvores!”, escreveu o cantor.
O caso reacende um alerta necessário: depressão não é fraqueza, alcoolismo não é falta de caráter. São doenças que exigem cuidado, acolhimento e tratamento profissional. O silêncio, o preconceito e o julgamento apenas aprofundam o sofrimento de quem já está ferido.
A volta de J. Neto não é apenas um retorno artístico, mas um testemunho de sobrevivência. Um lembrete de que pedir ajuda é um ato de coragem — e que falar sobre saúde mental pode salvar vidas.
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