O deputado federal e presidente do Republicanos na Paraíba, Hugo Motta, avaliou como positiva a possibilidade de o PT integrar oficialmente a chapa da base governista nas eleições de outubro na Paraíba. Durante entrevista nesta terça-feira (12), o presidente da Câmara dos Deputados, ressaltou que o Partido dos Trabalhadores já faz parte do governo e a tendência é de permanência no projeto político que atualmente comanda o Estado.
“O PT, na sua instância interna, fará esse debate, que não cabe a mim aqui adentrar em quais são os critérios que o PT irá levar em consideração. Repito, eu respeito muito as instâncias partidárias. A deputada Cida Ramos, que é a presidente estadual do PT, possa fazer essa discussão, mas que dentro do nosso campo, dentro do nosso grupo, eu vejo que tem um ambiente muito favorável, muito simpático para que seja formalizada uma aliança com o PT”, afirmou durante entrevista.
Motta destacou que a conclusão da chapa majoritária ainda está sendo construída e que diversos critérios precisam ser levados em conta.
“Claro que, para se formar uma chapa, nós temos que construir a formação dessa chapa, levar em consideração critérios que possam agregar do ponto de vista eleitoral, do ponto de vista técnico, do ponto de vista de representatividade da chapa, e tudo isso vai estar aberto e sendo construído daqui para frente”, disse.
O parlamentar também mencionou a relação política entre o governador João Azevêdo (PSB) e o presidente Lula (PT) como um fator que reforça a coerência dessa possível aliança.
“Será bem-vindo. É importante registrar que o governador João Azevêdo votou no presidente Lula em 2022, em primeiro turno, quando ele tinha outro candidato. O governador foi correto, no segundo turno fez a aliança, o presidente Lula votou no governador João Azevêdo. Tem tido grandes parcerias, então eu vejo como natural e muito mais coerente o apoio do vice-governador, que será o nosso candidato a governador, apoiar o presidente Lula na sua reeleição”, avaliou.
Por fim, Hugo reforçou que as definições partidárias ainda devem observar os prazos do calendário eleitoral, sem a necessidade de acelerar ou antecipar os acertos.
“Nós não vamos ter uma chapa sendo formada ainda até antes da janela partidária se fechar. Nós temos as convenções sendo realizadas até o próximo mês de agosto. Então, os partidos vão até lá se posicionar e construir internamente o que é o sentimento majoritário para que a partir daí o partido possa escolher o seu caminho e decidir em qual palanque, em qual projeto estará”, concluiu.
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