A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, nesta terça-feira (13), 13 mandados de busca e apreensão e outros cinco de prisão temporária na segunda fase da investigação que apura a execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Três foram presos.
Ruy Ferraz fontes foi executado na noite de 16 de setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A operação conta com a participação de 80 policiais e 37 viaturas dos Departamentos envolvidos.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em endereços de São Paulo, Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri e Mairinque.
Os presos são:
- Velhote do PCC
Marcio Serapião de Oliveira, de 52 anos, conhecido como Velhote ou MC, membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele é investigado por apoio estratégico e logístico, com indícios de envolvimento na guarda de veículos, uso de imóveis de apoio e ocultação de elementos relacionados ao crime; capturado no bairro de Vila Isa, região de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.
Tentou fugir, porém, era monitorado por drone. Foram apreendidos documentos diversos e dois telefones celulares.
- Azul do PCC
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, de 48 anos, conhecido como Azul ou Careca do PCC, apontado como um dos articuladores do mando da ação criminosa, com indícios de participação no planejamento, na coordenação logística e na execução indireta do delito. Ele foi capturado no município de Jundiaí e teve dois telefones celulares apreendidos.
- Manezinho do PCC
Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, de 45 anos, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho, também é membro do PCC. É investigado por ser o principal articulador logístico e operacional, incluindo auxílio na fuga, fornecimento de meios materiais e manutenção de vínculos operacionais entre os executores.
Ele foi capturado no município de Mongaguá. Foi apreendida uma arma de fogo nas buscas.
Investigação
As investigações apontam que os suspeitos atuaram de forma estruturada e coordenada, com divisão de tarefas típicas de organização criminosa, havendo fortes indícios de participação conjunta na execução, no planejamento e no suporte à empreitada criminosa.
As provas incluem:
- impressões digitais localizadas em veículos utilizados no crime;
- dados telemáticos e diálogos extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos;
- movimentações financeiras suspeitas e vínculos entre os investigados;
- utilização de imóveis para apoio logístico;
- denúncias anônimas corroboradas por diligências;
- identificação de endereços relacionados aos investigados, com potencial para abrigar armas, documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios.
Foragido
Pedro Luiz da Silva Moraes, de 54 anos, conhecido como Chacal, é membro da Sintonia Restrita do PCC e está foragido. Ele é suspeito de atuação direta no mando da execução do crime, possuindo histórico criminal compatível com atuação em organização criminosa.





















