A final entre Flamengo e Palmeiras, disputada neste sábado, terminou com festa rubro-negra. A equipe comandada por Tite venceu por 1 a 0, garantiu o título e confirmou seu domínio técnico ao longo da partida. Mas, apesar da comemoração, um episódio ainda no primeiro tempo passou a ocupar espaço central no noticiário esportivo: a não expulsão do volante Erick Pulgar em um lance considerado, por muitos analistas, de “conduta violenta”.
O jogo mostrava um Flamengo mais organizado, dono da maior posse de bola e criador das melhores oportunidades. O Palmeiras, por sua vez, encontrou dificuldades para se impor e passou boa parte do tempo sem conseguir penetrar as linhas rubro-negras. A vitória, nesse sentido, reflete o desempenho observado em campo.
Entretanto, a discussão sobre arbitragem dividiu a atenção. Aos 30 minutos, Pulgar acertou a canela do zagueiro Bruno Fuchs, com o jogo parado. A jogada gerou forte repercussão: parte da imprensa e ex-árbitros afirmam que o lance merecia cartão vermelho, enquanto outros defendem que a decisão pertence ao critério do árbitro, que aplicou apenas o amarelo.
A pergunta que ganhou força após o apito final é direta e inevitável: a expulsão mudaria a dinâmica da partida? Especialistas são cautelosos. Alguns apontam que jogar uma final com um homem a menos desde o primeiro tempo alteraria o desenho tático do Flamengo e poderia oferecer ao Palmeiras margem para reorganizar-se e buscar maior protagonismo. Outros, porém, destacam que o domínio rubro-negro já era evidente, e que o Palmeiras não havia demonstrado força suficiente para equilibrar o confronto, mesmo em igualdade numérica.
Jornais esportivos internacionais repercutiram o tema na manhã seguinte, destacando tanto a superioridade do Flamengo quanto o debate sobre o lance. Manchetes variaram entre elogios ao desempenho rubro-negro e críticas à falta de revisão pelo VAR — reforçando que, em decisões continentais, a arbitragem precisa evitar qualquer brecha para questionamentos.
Ao final, o consenso entre analistas é de que o Flamengo foi melhor e mereceu o título pelo que mostrou em campo. Porém, a polêmica envolvendo Pulgar se soma à longa lista de controvérsias que marcam grandes decisões na América do Sul. O episódio deve alimentar discussões sobre critérios, uso do VAR e o peso de decisões disciplinares em jogos de grande magnitude.
Enquanto isso, o Flamengo celebra. O Palmeiras lamenta. E o futebol sul-americano, mais uma vez, sai da final com motivos para reflexão — dentro e fora das quatro linhas.
PARAÍBA DA GENTE





















