Os casos de coqueluche dispararam quase 1000% no Brasil. O país já soma quase três mil infectados e 12 mortes pela doença neste ano – desde 2020, não havia registros de vítimas. A capital paulista contabiliza quase 500 desses diagnósticos. O surto da doença é global. Autoridades e especialistas alertam para a necessidade de vacinação.
Os diagnósticos de coqueluche cresceram mais de 10 vezes neste ano. O Brasil teve 212 casos da doença no ano passado inteiro. Neste ano, apenas até outubro, o Ministério da Saúde confirmou 2.954 infectados – maior número desde 2015.
O país não registrava mortes por coqueluche desde 2020. Neste ano, já são 10.A alta acompanha o cenário internacional. Em julho, a Organização Mundial da Saúde alertou para o crescimento global da doença.
O pediatra infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explica que surtos de coqueluche fazem parte do ciclo da doença.
O infectologista Marcelo Otsuka, do Hospital Infantil Darcy Vargas, aponta, no entanto, que a queda da vacinação também teve um papel importante na crise atual.
O Paraná é o estado com o cenário mais crítico. Os casos passaram de 16, no ano passado, para 1.101 neste ano. A doença saltou quase sete mil por cento em um ano. É o estado com mais infectados e também com a maior incidência: 9 (9,49) a cada 100 mil habitantes tiveram a doença. Quatro dos 12 mortos por coqueluche no país eram do Paraná.
São Paulo é o segundo estado com mais diagnósticos: subiram de 54 para 759. Mas, São Paulo ainda é o 5º considerando a população. A incidência é de 1,63. O estado registrou duas mortes.
A maioria dos casos foram na capital paulista. Foram 495 casos na cidade – alta de mais de 3 mil por cento (3.436%) em comparação com os 14 diagnósticos do ano passado.
O Ministério da Saúde defendeu, em nota, a importância da vacinação – mas apontou que a alta também está relacionada à melhora da vigilância e das técnicas de diagnóstico no país.
A secretaria estadual da Saúde do Paraná informou monitorar os casos e disse realizar busca ativa de crianças, gestantes e puérperas para imunização.
A prefeitura de São Paulo afirmou reforçar a capacitação de profissionais da saúde para diagnosticar a doença e realizar a vigilância dos infectados e aqueles com quem eles tiveram contatos.
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