Golpe
Ao perceber o golpe, a servidora se desesperou quando viu todo o patrimônio aportado em uma empresa que acumula ações trabalhistas e de execução. O estelionatário chegou a oferecer uma casa que havia construído em um condomínio no Jardim Botânico como garantia. A propriedade, avaliada em R$ 1,5 milhão, na verdade, estava alienada em nome de um banco e também já havia sido vendida para outra pessoa.
Assustada, a vítima passou consultar informações sobre a vida pregressa do empreiteiro e da empresa dirigida por ele. Muitos processos tramitam no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e do Acre (TJAC), abertos tanto por vítima que amargaram prejuízos quanto por funcionários que chegaram a trabalhar nas obras do golpista, mas nunca receberam os salários devidos.
Após uma série de tentativas frustradas de receber os valores devidos, e muitas cobranças em vão, o golpista partiu para o ataque. Tentou intimidar a servidora por meio de uma ligação telefônica, em março deste ano. O don juan teria esbravejado: “Você está sendo um estorvo na minha vida! Vou acabar com sua vida no emprego. É bom que você fique quieta. E outra coisa, eu só não te pago porque você me protestou”, teria dito o estelionatário.
Medida protetiva
Sentindo-se ameaçada, a servidora pública registrou uma nova ocorrência na Deam, e requereu medidas protetivas já deferidas pela Justiça. Durante todo o tempo que tentou negociar com o golpista a devolução do dinheiro, a vítima conseguiu reaver, de quase R$ 1 milhão — levando em consideração todos os juros bancários e correções — apenas R$ 30 mil.
Parte dos bens comprados pelo estelionatários, entre eles dois veículos de luxo, foram colocados em nome de duas secretárias de Abrahão. Um dos veículos, uma Mercedes C180, é usada por ele para andar pela cidade. Os terrenos, lotes e outras propriedades de supostos empreiteiro também figuram em nome das duas funcionárias. Segundo a servidora, as duas mulheres seriam laranjas do golpista.
Procurado pela coluna, o suposto empreiteiro afirmou que se manifestaria por meio de sua advogada. A defesa do suspeito disse, por meio de nota, que “todas as acusações imputadas pela suposta vítima, além de serem infundadas e absurdas, não possuem nenhum lastro probatório acerca de suposto crime de estelionato, inventadas unicamente com o intuito de atingir a honra do acusado.”
PARAÍBA DA GENTE COM METRÓPOLES