Mais um caso de tortura e morte infantil que chocou o Brasil. Isabele, de apenas três anos, desapareceu no início da semana nas proximidades da casa dela, em Indaial, Santa Catarina. Após o sumiço, a mãe e o padrasto da garota contactaram as autoridades locais, que se mobilizaram nas buscas pela garota. Porém, ninguém esperava que as primeiras pessoas a pedirem ajuda, na verdade, estavam por trás de tudo; entenda o caso.
Em um primeiro depoimento, a mãe afirmou que Isabele estava brincando no quintal da casa onde moravam logo antes de desaparecer. Enquanto isso, ela limpava a sala e, distraída com a tarefa doméstica, não percebeu a filha saindo do local. Já o padrasto, estaria trabalhando, e não viu nada acontecer. Então, resolveram pedir ajuda às autoridades. No entanto, foi descoberto que o pedido de socorro veio apenas três horas após o sumiço da menina
Além disso, o casal responsável pela garota teve dificuldades de dar as primeiras entrevistas sobre o caso. A mãe apenas chorava, e o homem, mantinha um discurso de poucas palavras. Mascarados na dor do luto, de início, nenhum dos dois levantou suspeitas. Inclusive, a mulher comentou sobre um carro misterioso que passava na rua de sua residência repetidas vezes no dia em que sua filha sumiu, indicando que o veículo poderia ser culpado
Nas redes sociais, onde é ainda mais fácil se esconder atrás das telas, a mulher divulgava imagens da sua filha e pedidos de ajuda para encontrá-la. Durante o programa da última quarta (6), foi descoberto que um corpo encontrado em Santa Catarina, de fato, pertencia à menina de três anos. O delegado geral do estado divulgou, também, que o casal que a procurava, foi quem a matou, com golpes físicos. “Bateram tanto que veio a óbito”, afirmou.
O circuito de segurança da rua próxima à residência da família gravou o momento de desova do corpo da garota. Sua mãe e seu padrasto aparecem carregando uma mala com Isabele, já sem vida, dentro. Em suas redes sociais, o delegado afirmou que os criminosos não apenas confessaram o crime, mas também deram detalhes de como tudo aconteceu
Os policiais descobriram que a criança já era vítima de torturas e violência física há muito tempo. Dessa vez, a tentativa de “corretivo”, aplicado pelo casal que a criava, acabou sendo a última. Isabela não resistiu às agressões e morreu de tanto apanhar. Após cometer o crime, a mãe e o padrasto da garota se desfizeram do corpo enterrando em um terreno onde cavaram a cova com as próprias mãos
Quando a verdade veio à tona, a avó materna da vítima, Maria, revoltada, se manifestou. A idosa deu entrevistas ao programa onde revelou informações importantes para a investigação do crime. Segundo ela, um homem religioso que morava com o casal assassino, a favor, sabia de tudo e nunca protegeu a criança. Além disso, Maria contou sobre uma previsão feita por ele antes de tudo acontecer, que a deixou muito preocupada: “Disse que Isabele ia ser sacrificada”.
O delegado do caso conversou com a equipe e falou tudo sobre as investigações. Segundo ele, ao chegarem na casa do casal, após a denúncia da ocorrência, já sentiram contradições no discurso deles. Ele afirmou que, de início, foi criado um cenário onde a criança teria sido sequestrada dentro da própria casa. Testemunhas revelaram, ainda, que na manhã do mesmo dia, ouviram uma briga violenta dentro da residência. Por fim, o profissional afirmou que o casal confessou tudo quando se viu sem saídas no interrogatório
O programa cobriu, com exclusividade, o velório e enterro da pequena vítima, mostrando a dor dos familiares que foram enganados pelos assassinos e precisaram dar adeus à criança de uma forma trágica. Maria, a avó, desabafou sobre a perda. “Muita tristeza e saudade”. Ela disse, ainda, que não tem interesse em perdoar a assassina da sua neta. “Para mim, ela não é mais filha”.
No enterro, muitas emoções e tristeza com a despedida. A violência contra a criança foi tanta que o caixão não pôde ser aberto, pois o corpo estava desfigurado e visualmente irreconhecível. Conhecida por todos como meiga, respeitosa e calma, Isabela sofria agressões todos os dias e acabou não resistindo à última. Os assassinos já estão atrás das grades.
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