No Result
View All Result
9 de outubro de 2026
Paraíba da Gente
Advertisement
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Web Rádio
  • Web TV
  • Sobre
  • Contato
  • Login
No Result
View All Result
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Web Rádio
  • Web TV
  • Sobre
  • Contato
No Result
View All Result
Paraíba da Gente
No Result
View All Result

‘Perda inestimável’: incêndio na UFPE destruiu dez anos de amostras genéticas para pesquisa sobre câncer

Responsável pelo trabalho lamenta impacto do fogo, que destruiu o segundo pavimento do prédio e gerou prejuízo estimado em R$ 100 milhões

paraibadagente por paraibadagente
09/10/2026
in Destaques, Notícias
0
‘Perda inestimável’: incêndio na UFPE destruiu dez anos de amostras genéticas para pesquisa sobre câncer
399
SHARES
2.3k
VIEWS
WhatsAppFacebook

Pesquisador da Fiocruz de Pernambuco, Luydson Vasconcelos, de 43 anos, mantinha amostras de pesquisas relacionadas à genética de pessoas com câncer de fígado no laboratório que foi afetado pelo incêndio de grandes proporções que atingiu um edifício da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, na noite desta quarta-feira. O trabalho de Vasconcelos, em parceria com docentes e alunos da UFPE, guardava material de cerca de 200 pacientes, coletadas nos últimos dez anos, mas tudo foi perdido nas chamas.

— É uma perda inestimável, é muito ruim para a ciência. Estávamos trabalhando nesses dados e tentando investigar possíveis fatores que poderiam ajudar os pacientes a desenvolverem marcadores biológicos para cuidar melhor e evitar o câncer. Eu passei hoje de manhã lá para ver o laboratório, estava tudo destruído, não tem absolutamente nada. Todos os freezer que tinham as amostras, os reagentes que eram utilizados, foram destruídos — lamenta Vasconcelos.

Além das pesquisas sobre câncer hepático, ele também mantinha um trabalho conjunto com a universidade que estudava os componentes genéticos de indivíduos com Covid-19 e Chikungunya grave. Os materiais desenvolvidos ao longo dos 15 anos de atuação de Vasconcelos também foram perdidos no incêndio.

— Estávamos começando uma nova linha de pesquisa agora em colaboração. Tivemos muita sorte porque íamos enviar, essa semana, mais amostras para lá. É muito difícil recuperar o que levou anos para ser construído. Algumas pessoas que a gente coletou o material biológico já faleceram, então não tem como mais recuperar. O que a gente pode fazer é trabalhar de uma forma prospectiva, recoletar tudo com novos projetos, tentar arrecadar fomento e comprar os equipamentos perdidos, o que vai demorar anos até chegar no nível do que a gente chegou até o momento — conta o pesquisador.

Amostras de mais de uma década de estudos sobre o câncer de fígado foram perdidas no incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco — Foto: Arquivo pessoal/Luydson Vasconcelos
Amostras de mais de uma década de estudos sobre o câncer de fígado foram perdidas no incêndio que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco — Foto: Arquivo pessoal/Luydson Vasconcelos

‘Hoje a ciência perde muito’

Nas redes, a pesquisadora Aryane Aguiar lembrou os dois anos de mestrado que havia realizado em um laboratório do prédio e disse que foi naquele lugar que ela pôde evoluir academicamente e profissionalmente.

“Foram perdas materiais irreparáveis de inúmeros equipamentos e materiais de pesquisa de anos de desenvolvimento. Hoje a ciência perde muito com essa fatalidade”, escreveu Aguiar em uma publicação.

Anderson Rodrigues também fez uma publicação e lamentou a destruição da “casa” dele “da iniciação científica até o pós-doutorado”. O pesquisador atuava no Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapeutica Suely Galdino (Nupit), atingido pelas chamas, e prestou solidariedade aos professores da equipe que atuava no espaço. “Sabemos o quanto de esforço, dedicação e trabalho árduo de uma equipe comprometida estão envolvidos na construção de um grande projeto e quantas vidas foram e continuam sendo transformadas por ele”, destacou.

Rafael Avelino, de 21 anos, é estudante de design do Centro Acadêmico do Agreste (CAA) da UFPE. O aluno destaca que, assim que os discentes tomaram conhecimento do incêndio, começaram a tentar mensurar as perdas acadêmicas, incluindo Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e dissertações.

— Além das amostras, a universidade também perdeu centenas de trabalhos acadêmicos no incêndio relacionados a amostras de câncer, TDAH, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Covid-19, obesidade e outras temáticas — destaca Avelino.

Entenda o caso

Um prédio no Campus Recife da UFPE, onde funcionam laboratórios na área de fármacos, de informática e genética, foi atingido por um incêndio na noite desta quarta-feira. O Corpo de Bombeiros foi acionado e atuou no local, e não há registros de feridos. Segundo o reitor Alfredo Gomes, o segundo andar do edifício foi destruído e a estimativa de prejuízos é de cerca de R$ 100 milhões, entre equipamentos, amostras, estruturas e insumos para as pesquisas.

A universidade pontua que o fogo teria se alastrado rapidamente no local “em função do tipo de produtos armazenados”. Como resultado, o incêndio causou “grandes danos no prédio”. A UFPE lamentou o ocorrido, citando “especialmente as pesquisas afetadas”, e prestou solidariedade a todos os pesquisadores, docentes e estudantes que trabalhavam no local.

Nesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar as causas do incêndio, além de manter tratativas com o reitor e o comandante do Corpo de Bombeiros. O edifício atingido fica relativamente isolado da área central do Campus Recife, onde acontece a Expo UFPE 2026 nesta quinta-feira. Por isso, segundo a universidade, as atividades previstas para o evento foram mantidas.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPE enviou um ofício à reitoria pedindo investigação sobre o incêndio. No documento, o DCE pede que a universidade esclareça as circunstâncias do incêndio, as causas do fogo e a extensão dos danos provocados na estrutura e nos equipamentos. A entidade também quer saber quais medidas de segurança foram adotadas durante a ocorrência e se o prédio passará por perícia e avaliação das condições estruturais.

Com O Globo

Previous Post

Após medida provisória, empresa PixBet anuncia aviso prévio de funcionários em Serra Branca e Campina Grande

Next Post

Presidente do Avante da Paraíba é preso em São Paulo, suspeito de agredir mulher

Next Post
Presidente do Avante da Paraíba é preso em São Paulo, suspeito de agredir mulher

Presidente do Avante da Paraíba é preso em São Paulo, suspeito de agredir mulher

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paraíba da Gente

© 2025 Paraíba da gente - Monteiro - PB .

  • Início
  • Sobre
  • Contato

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Rádio
  • Contato
  • Sobre
  • Login

© 2025 Paraíba da gente - Monteiro - PB .