O enfrentamento às facções criminosas elevou a temperatura entre Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB) no debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba promovido pela TV Correio na noite desta quinta-feira (24).
Cícero questionou a atuação da segurança pública após casos de decapitação registrados na Região Metropolitana de João Pessoa, enquanto Lucas respondeu citando operações policiais realizadas pelo Estado e afirmou que ações recentes resultaram no bloqueio e na apreensão de mais de R$ 140 milhões em bens.
Lucena levou para o confronto o caso do investigador da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, preso em junho na Operação Perfidus, da Draco. O candidato citou um áudio atribuído ao investigador no qual outro policial seria mencionado em uma conversa sobre a apresentação do currículo do delegado Braz Morroni ao governador. Lucas rebateu afirmando que “Bomba” e o delegado mencionado acabaram presos pela própria Polícia Civil.
“O agente que você cita aí está preso, preso pela nossa Polícia Civil, investigado por ela. O delegado que ele pretendia indicar, que ele fala nesse áudio, preso também. A Draco, que ele disse que queria fechar, o nosso governo inaugurou a sede da Draco e vai inaugurar a sede também em Campina Grande. Na verdade, candidato, a diferença para a gente é que, no meu governo, faccionado é preso. No seu, ganha emprego na Prefeitura de João Pessoa”, afirmou Lucas.
A Operação Perfidus foi deflagrada em 2 de junho e resultou na prisão de três servidores da Polícia Civil: o investigador “Bomba”, o delegado Braz Morroni de Paiva Junior e o investigador Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”. A investigação apurou suspeitas relacionadas a um esquema criminoso envolvendo drogas na Região Metropolitana de João Pessoa.
Lucas também fez menção às operações Território Livre e Mandare, que apuram suspeitas de ligação de Cícero e familiares com integrantes de facções criminosas, inclusive por meio da suposta contratação de pessoas ligadas a esses grupos pela Prefeitura de João Pessoa em troca de apoio político.
Cícero reagiu às acusações e mencionou o assassinato da sindicalista Margarida Maria Alves, ao fazer referência à história do bisavô de Lucas.
“A minha conduta é transparente, é de cidadão, é responsável. Eu não criei facção no passado, nem minha família. Minha família é constituída de pessoas honestas, dignas. E está aí provado que, até hoje, nós não temos nenhuma condenação. Diferentemente do que você pode entrar na internet e ver em ‘Cabra Marcado para Morrer’, onde o seu bisavô é citado como comandante. E estão lá todas as etapas, todos os fatos que ocorreram naquela época. Eu lhe fiz uma pergunta na semana passada, no debate passado: o senhor disse a Lula qual era o registro da história da sua família, do seu passado, em relação a Margarida Maria Alves?”, questionou Cícero.
Blog do Maurílio Júnior

















