A Polícia Civil da Paraíba prendeu novamente, nesta quinta-feira (17), um homem investigado por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, no município de Monteiro, no Cariri paraibano. A nova prisão em flagrante ocorreu após o investigado descumprir medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça, apenas seis dias depois de ter recebido liberdade provisória.
O caso teve início no dia 10 de setembro, quando o homem foi preso em flagrante e conduzido à Central de Flagrantes de Monteiro, suspeito de tentar matar a ex-companheira.
Na ocasião, a vítima sofreu graves ferimentos na região da cabeça, apresentando intenso sangramento e desorientação. Ela foi socorrida pela Polícia Militar e encaminhada para atendimento hospitalar.
No dia seguinte, 11 de setembro, o investigado passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil também solicitou medidas protetivas de urgência em favor da vítima. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário, e o investigado foi formalmente intimado das determinações no domingo (13).
Investigado voltou a procurar a vítima seis dias após ser solto
Apesar das determinações judiciais, na manhã desta quinta-feira (17), o homem voltou a procurar a ex-companheira, descumprindo as medidas protetivas estabelecidas pela Justiça.
A situação ocorreu apenas seis dias após sua soltura e uma semana depois da tentativa de feminicídio investigada pela Polícia Civil.
Diante do novo episódio, equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da Delegacia Seccional de Monteiro realizaram uma ação conjunta que resultou na prisão em flagrante do investigado.
O homem foi autuado pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e ficou à disposição da Justiça.
A Polícia Civil ressaltou que o descumprimento de medida protetiva constitui crime autônomo e reafirmou seu compromisso com a proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
O caso segue sob investigação, e o homem é considerado inocente até eventual condenação definitiva pela Justiça.

















