A Polícia Civil da Paraíba cumpriu, na manhã desta quinta-feira (3), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pelos crimes de tortura, sequestro e lesões corporais em um caso que, segundo as investigações, teria sido motivado por homofobia. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação conduzida no município de Serra Branca, no Cariri paraibano.
A operação foi realizada por equipes do Grupo Tático Especial (GTE) de Monteiro e da Delegacia de Polícia Civil de Serra Branca, unidades que integram a 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil.
O caso investigado remonta a fevereiro de 2020. De acordo com a Polícia Civil, um professor, que na época tinha 45 anos, teria sido retirado de sua residência contra a própria vontade e levado para uma área rural do município.
No local, segundo as investigações, quatro homens teriam submetido a vítima a intenso sofrimento físico e mental, por meio de agressões e outras formas de violência. A ação teria como objetivo aplicar um castigo pessoal e estaria relacionada à orientação sexual da vítima.
A violência teria sido de tamanha gravidade que o professor sofreu lesões que exigiram atendimento hospitalar e procedimento cirúrgico.
Represália após vídeo nas redes sociais
Conforme apurado pela Polícia Civil, o crime teria sido planejado como forma de represália após a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo relacionado à vida íntima da vítima.
A possível motivação discriminatória ligada à orientação sexual passou a integrar a investigação e poderá repercutir na responsabilização penal dos envolvidos, a depender da análise dos elementos reunidos no inquérito e das decisões do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Após as medidas investigativas e judiciais adotadas no decorrer do caso, foi expedido mandado de prisão preventiva contra um dos investigados.
Localizado nesta quinta-feira, o homem foi preso pelas equipes do GTE de Monteiro e da Delegacia de Serra Branca e conduzido à unidade policial para os procedimentos legais. Posteriormente, ficará à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e ressaltou que nenhum ato de violência pode ser legitimado como forma de julgamento, represália ou “justiça” privada.
A identidade da vítima e demais informações submetidas a sigilo estão sendo preservadas. A tipificação dos crimes é provisória e poderá sofrer alterações conforme o avanço das investigações e a análise das autoridades competentes.
Paraíba da Gente

















