Uma tentativa de assalto terminou da pior maneira possível e transformou um momento entre pai e filho em uma tragédia que provoca comoção e revolta.
Guilherme Souza Campos, de apenas 10 anos, morreu após ser atingido por um disparo durante uma tentativa de roubo ocorrida neste domingo (16), na Zona Norte de São Paulo. O menino estava na garupa da motocicleta conduzida pelo pai, que é policial civil do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e repercutidas pela imprensa, o policial estava de folga quando foi abordado por um criminoso armado. Houve reação e troca de tiros. Guilherme foi atingido no tórax, enquanto o pai sofreu um ferimento de raspão. A criança ainda foi socorrida e levada ao Hospital Vila Penteado, mas não resistiu.
O suspeito, identificado como Gabriel Adriano Araújo, de 24 anos, também foi baleado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Brasilândia, mas a morte foi confirmada posteriormente. De acordo com a SSP, com ele foram encontrados objetos relacionados a outros roubos, além da motocicleta utilizada no crime.
Uma vida interrompida aos 10 anos
O que torna essa história ainda mais dolorosa é imaginar a cena: um menino de apenas 10 anos acompanhando o pai e, de repente, sendo colocado no meio de uma situação de violência que jamais deveria ter vivido.
Guilherme cursava o 5º ano do ensino fundamental. O Colégio Santa Lúcia Filippini, onde estudava, suspendeu as aulas nesta segunda-feira (17) e decretou luto. A comunidade escolar também foi convidada a participar de uma corrente de orações em solidariedade à família.
O caso deixa uma reflexão inevitável sobre o preço da violência urbana. Em uma tentativa de roubo, não foi levado apenas um bem material. Foi levada uma infância, destruída uma família e deixada uma dor que nenhum objeto no mundo poderá reparar.
Para aquele pai, ficará uma ferida impossível de medir. Para uma mãe, familiares, colegas e professores, ficará uma cadeira vazia e uma ausência difícil de explicar.
Guilherme tinha apenas 10 anos. Tinha escola, sonhos e uma vida inteira pela frente.
O caso foi registrado no Deic e segue sob investigação para o completo esclarecimento das circunstâncias dos disparos.
Quando uma criança perde a vida dessa maneira, a tragédia não pertence apenas a uma família. É uma sociedade inteira que precisa se perguntar até onde a violência ainda poderá chegar.
Paraíba da Gente
















