O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou uma nova denúncia no âmbito da Operação Perfidus e incluiu mais quatro investigados apontados como integrantes do esquema criminoso apurado pela força-tarefa. A denúncia foi protocolada no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e todos os denunciados já estão presos nas cidades de João Pessoa e Patos.
Foram denunciados José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, “JL” ou “Professor”; João Wicttor Alves de Lima, o “Vitor”; Brendo Roberth Fernandes Sobral, chamado de “Breno”; e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”. Segundo o MPPB, eles integrariam a organização criminosa investigada pela Operação Perfidus.
Na nova peça acusatória, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) pediu que a Justiça fixe uma indenização mínima de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, a ser paga solidariamente pelos denunciados. O Ministério Público também requereu o confisco de bens e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.
A nova denúncia é um desdobramento da primeira ação apresentada pelo MPPB, que denunciou o delegado Braz Morroni e os policiais civis Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, o “Mão Branca”. Eles respondem por crimes como envolvimento com o tráfico de drogas, furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual majorada.
Deflagrada em 2 de junho deste ano, a Operação Perfidus investiga uma organização criminosa infiltrada em órgãos de segurança pública. Conforme as investigações, o grupo desviava drogas apreendidas em operações policiais, revendia os entorpecentes, inclusive dentro do sistema prisional, manipulava registros oficiais para ocultar o esquema e repassava informações sigilosas a traficantes. Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados.
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