O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar uma suspeita de tráfico de influência do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecida como Lulinha.
A apuração foi solicitada pela Polícia Federal, a partir de elementos encontrados em outra investigação que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já é alvo, sobre descontos indevidos no INSS.
O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou ter recebido a notícia “com estranheza, mas com tranquilidade”.
“A notícia, na verdade, não é que ela instaurou um novo inquérito, a notícia deveria ser que não achou absolutamente nada que tenha relação, direta ou indireta, com o Fábio no bojo das investigações da NSS, como não vai achar em relação a esses fatos”, declarou.
No início do mês, o Radar mostrou que essa frente de apuração passava por um momento turbulento.
Mendonça havia dado um prazo para que a PF analisasse os sigilos de conversas de Lulinha e de outros investigados. O material é considerado crucial para fechar o quebra-cabeça das apurações que mostrariam, na visão de investigados, a existência de uma sociedade oculta entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS.
A PF, no entanto, informou na época ao ministro do STF que não tinha pessoal nem capacidade de trabalho para concluir naquele a análise das mensagens trocadas pelo filho do presidente com os investigados.
Há duas semanas, a corporação concluiu o primeiro relatório da investigação do INSS e indicou 48 pessoas, incluindo o Careca do INSS e o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanuto, mas não Lulinha.

















