Agentes da Polícia Federal cumpriram, nesta quarta, um mandado de busca contra Jair Bolsonaro para localizar armas e munições do ex-mandatário.
O anúncio da ação foi feito pela própria defesa do ex-presidente. “Acabo de sair da residência do presidente Jair Bolsonaro, após acompanhar mais uma busca e apreensão da Polícia Federal determinada pelo ministro Alexandre de Moraes”, diz João Henrique Freitas, defensor de Bolsonaro.
A ação foi realizada por volta de 7h da manhã, com o objetivo de localizar armas, munições e artigos como registro de armamentos.
Segundo interlocutores de Bolsonaro, nada foi encontrado pelos investigadores. “O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, seguiu Freitas, num texto postado nas redes.
Bolsonaro teve o registro de porte de armas revogado pelo ministro do STF. Ele tinha dez armas registrada em seu nome. O Exército informou a Moraes, no entanto, que apenas oito estavam sob guarda da instituição, restando duas em local incerto.
Nesta semana, a defesa de Bolsonaro informou ao ministro que uma das armas, uma espingarda, foi dada de presente a Bolsonaro, mas nunca retirada da loja em Caxias do Sul. A outra arma, uma pistola, estaria em poder da Polícia Civil, depois de ter sido apreendida numa blitz de trânsito.
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