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Justiça prorroga afastamento de delegado de AL por ‘máfia dos concursos’ na Paraíba

paraibadagente por paraibadagente
16/06/2026
in Destaques, Notícias
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Justiça prorroga afastamento de delegado de AL por ‘máfia dos concursos’ na Paraíba
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A 16ª Vara Federal na Paraíba prorrogou por mais 60 dias, nesta segunda-feira (15), o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, e do agente Eudson Oliveira de Matos. Ambos são investigados por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em certames públicos, conhecido como “Máfia dos Concursos“, sediado em Patos, no Sertão da Paraíba.

A decisão do juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). O órgão apontou que a permanência dos servidores em suas funções representava um risco para a instrução criminal, especialmente porque um novo concurso para a Polícia Civil de Alagoas está em andamento.

Apesar de afastado do cargo de chefia, Gustavo Xavier continua exercendo as funções de delegado. Já o agente Eudson de Matos permanece preso. Recentemente, um celular foi apreendido na cela onde ele está custodiado, o que acendeu o alerta da Justiça para o risco de continuidade delitiva.

“O AFASTAMENTO DO EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES PÚBLICAS REVELA-SE A MEDIDA MENOS GRAVOSA PARA SE FAZER CESSAR A PRÁTICA CRIMINOSA E IMPEDIR NOVAS INTERFERÊNCIAS NAS INVESTIGAÇÕES”, DESTACOU O MAGISTRADO NA DECISÃO.

Sobre a operação

Em outubro de 2025, uma operação da Polícia Federal revelou um sofisticado esquema de fraudes em concursos públicos, liderado por Wanderlan Limeira de Sousa, que faleceu no ano passado. Com base em Patos, no Sertão do estado, o grupo funcionava como uma empresa familiar há mais de uma década, cobrando até R$ 500 mil por vaga.

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava candidatos “dublês” para realizar as provas, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real com os candidatos durante os exames.

O pagamento pelas aprovações incluía dinheiro em espécie, veículos, procedimentos odontológicos e ouro. O relatório da PF aponta que os crimes já aconteciam há mais de uma década, abrangendo concursos da Polícia Federal, Caixa Econômica, Polícias Civil e Militar, UFPB, Banco do Brasil e o Concurso Nacional Unificado (CNU).

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