Um levantamento sobre os registros formais de emprego no Brasil revelou um dado estatístico no mínimo inusitado: quase 20 pessoas no país possuem o cargo de presidente ou vice-presidente da República formalizado em suas carteiras de trabalho.
De acordo com as regras trabalhistas, a função de chefe do Executivo é classificada estritamente como um mandato político, não configurando uma profissão convencional amparada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Mesmo assim, cargo de presidente da República precisa constar nas plataformas oficiais do governo federal por razões estritamente administrativas, como a viabilização de folhas de pagamento e para fins previdenciários dos reais ocupantes do mandato.
Os registros incomuns são explicadas por equívocos cometidos por empregadores no preenchimento do Sistema Nacional.
Um desses casos é da técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva, funcionária da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife (PE). Ao procurar uma agência do trabalhador em busca de uma nova oportunidade de emprego, ela descobriu que estaria vinculada à prefeitura há mais de 24 anos como chefe do Poder Executivo nacional.



















