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Lula celebra discussão positiva de ‘tabus’ com Trump e anuncia grupos de trabalho: ‘Satisfeito’

paraibadagente por paraibadagente
07/05/2026
in Destaques, Notícias, Política
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Lula celebra discussão positiva de ‘tabus’ com Trump e anuncia grupos de trabalho: ‘Satisfeito’
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Depois de manter quase três horas de conversas com Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter ficado “muito satisfeito” com o resultado das discussões sobre temas que descreveu como “tabus” com o homólogo americano, e anunciou a criação de diversos grupos de trabalho para cooperação e entendimento nas áreas de economia, exploração de minerais e combate ao crime organizado.

Conforme o chanceler Mauro Vieira, as tratativas começaram no escritório presidencial, e depois continuaram na sala do gabinete, onde o grupo almoçou. Ao longo das falas sobre temas “de interesse bilateral”, tudo se desenvolveu em “um clima positivo e amistoso”, afirmou o ministro das Relações Exteriores. Ele contou ainda que cada membro da comitiva brasileira, bem como da americana, puderam abordar os temas de suas pastas. Segundo o chanceler, houve um “intercâmbio de ideias muito produtivo, positivo, com áreas específicas a se trabalhar”.

“Nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica do Brasil com os Estados Unidos. Já tinha dito na Malásia (encontro prévio entre os líderes) que esse laço é uma demonstração de que as maiores democracias do continente podem servir de exemplo para o mundo”, afirmou Lula.

Segurança

O mandatário brasileiro falou à imprensa na embaixada em Washington, onde está hospedado, após cancelar uma coletiva com Trump na Casa Branca. De acordo com ele, as duas comitivas discutiram “tabus” como a questão do combate ao crime organizado. O petista afirmou ter dito ao ocupante do Salão Oval que os Estados Unidos costumam manter uma abordagem demasiado militarizada sobre o tema, “tentando instalar bases militares dentro dos países”, quando seria preciso criar alternativas econômicas para as nações mais afetadas pelo narcotráfico.

“Temos que incentivar o plantio de outras coisas e sermos os compradores, para que as pessoas possam sobreviver. Disse para ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, da América Latina, e até do mundo para criar um grupo forte de combate ao crime. O Brasil tem expertise. Não é hegemonia de um país só fazer isso”, declarou Lula.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também disse ter explicado aos americanos como o componente econômico pode entrar em jogo no combate ao crime. Segundo ele, há duas frentes importantes em que sua pasta pode colaborar: na cooperação entre aduanas (Receita Federal, no Brasil, e CBP, nos Estados Unidos); e em operações para detectar lavagem de dinheiro e “asfixiar” os bandidos.

“Já estabelecemos o chamado remote targeting, que é a troca de informações entre aduanas prévia à chegada de contêineres, o que levou à apreensão de mais de meia tonelada de armas e equipamentos irregulares vindos dos Estados Unidos para cá entre maio de 2025 e abril deste ano”, afirmou Durigan. “O próximo passo é realizar operações conjuntas, envolvendo a Receita Federal e o Coaf, do nosso lado, e o IRS dos Estados Unidos”, acrescentou, afirmando que a Operação Carbono Oculto já começou o compartilhamento de dados com o IRS, a Receita Federal americana.

Tarifas

Sobre a questão econômica, ele anunciou que será formado um grupo de trabalho com representantes do comércio em agências federais do Brasil e dos Estados Unidos para chegar a um ponto de convergência que leve ao fim das sobretaxas sobre produtos que entram em solo americano. Lula destacou que a média de impostos cobrados de Washington na alfândega brasileira é de 2,7%, mas o governo Trump segue incomodado com as taxas que superam a média, e por isso mantém o “tarifaço”.

“Criaremos um grupo de trabalho que, em 30 dias, apresentará uma proposta para batermos o martelo. Quem estiver errado vai ter que ceder”, afirmou. “Se não tiver uma meta, a gente faz reunião atrás de reunião e, enquanto o presidente tem prazo de validade, a máquina pública é eterna. As coisas têm que acontecer. Precisamos estabelecer planos de meta para que as pessoas cumpram, para colocar em execução.”

Sobre isso, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, completou que “as coisas caminham cada mais”, mas destacou que a chamada seção 301, ferramenta utilizada pelo governo americano para investigar e retaliar práticas comerciais estrangeiras consideradas “injustas”, continua “uma grande preocupação”.

“Reiteramos todos os dados e informações que já foram apresentados. Estabeleceu-se uma discussão em torno das tarifas, e o não cabimento de tarifas. Há necessidade de nos reunirmos novamente, e o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) vai negociar conosco o fim das tarifas e o estabelecimento de uma nova regra para o futuro”, afirmou Rosa. “Queremos que os Estados Unidos voltem a ser  um parceiro dinâmico e crescente, e que as exportações voltem a subir, não caiam como no ano passado”, acrescentou.

Durigan, por sua vez, reiterou que, segundo dados brasileiros, o déficit do país com os Estados Unidos ficou próximo de US$ bilhões em 2025, um número ainda maior se levados em conta os dados americanos (US$ 30 bilhões). Ele também disse ter pintado um quadro positivo da economia do Brasil durante uma intervenção no almoço com Trump, seu vice, J.D. Vance, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, falando em um momento de estabilidade, com inflação controlada, crescimento acima do previsto pelo FMI e aumento de renda.

Terras raras

O mandatário brasileiro também abordou o tema das terras raras, que já esperava-se estar na pauta. Lula disse ter contado a Trump sobre o projeto de lei “extraordinário” aprovado pela Câmara na quarta-feira 6, e agora segue para o Senado, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. Segundo ele, a medida trata a exploração de minerais críticos como uma questão de soberania, com objetivo de compartilhar o potencial do país “com quem queira fazer investimentos”.

“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo, qualquer assunto. Não tem veto ou assunto proibido. Só não abrimos mão da nossa democracia e da nossa soberania”, disse o petista. “Saio muito satisfeito, foi uma reunião importante”, acrescentou.

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, ecoou o posicionamento ao dizer que o Brasil é “solo fértil para investimentos”, citando a segurança jurídica e a facilidade de realizar tanto a extração quanto o refino aqui. “Queremos gerar renda, emprego e divisas. Estamos extremamente otimistas em relação aos possíveis investimentos da Rússia, da China, e inclusive americanos”, afirmou, além de ter se debulhado em elogios ao chefe: “Só um líder com a dimensão de Lula chegaria aos Estados Unidos e teria uma reunião tão produtiva, mas tão altiva em defesa do Brasil e da soberania nacional.”

Lula contou ainda que fez o homólogo americano rir por diversas vezes durante a reunião (“o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia. É importante, alivia”), inclusive quando fez uma piada sobre a política de vistos dos Estados Unidos, enrijecida desde o início do mandato do republicano. “Ele perguntou sobre a Copa do Mundo, se a seleção brasileira está bem. Respondi: ‘Espero que você não venha anular um visto dos nossos jogadores, porque vamos vir aqui para vencer. Ele riu!”

Com Veja

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