No Result
View All Result
30 de abril de 2026
Paraíba da Gente
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Web Rádio
  • Web TV
  • Sobre
  • Contato
  • Login
No Result
View All Result
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Web Rádio
  • Web TV
  • Sobre
  • Contato
No Result
View All Result
Paraíba da Gente
No Result
View All Result

O casario histórico de Monteiro pede socorro – Por Inácio Feitosa

paraibadagente por paraibadagente
30/04/2026
in Destaques, Notícias
0
O casario histórico de Monteiro pede socorro – Por Inácio Feitosa
413
SHARES
2.4k
VIEWS
WhatsAppFacebook

Há memórias que não envelhecem; apenas aguardam para reaparecer. As minhas me levam à casa dos meus avós, marcada por simplicidade, afeto e identidade — um retrato vivo de um tempo que tinha sentido.

Hoje, essas lembranças voltam com outro peso: o que era cenário de infância revela-se patrimônio. Não apenas da minha família, mas da própria cidade.

Há uma transformação silenciosa em curso. Casas históricas estão sendo reformadas como se não tivessem passado, substituindo identidade por aparência genérica.

Ao caminhar pela cidade, percebe-se esse avanço. O porcelanato e o ACM — material moderno, industrial e sem identidade local — passam a ocupar o lugar de elementos tradicionais.

O problema não é o material em si, mas o que ele representa: a substituição da memória pela neutralidade.

Não estamos apenas reformando imóveis; estamos apagando histórias. O processo é gradual, mas cumulativo — e profundamente danoso.

Esse fenômeno não é exclusivo de Monteiro. Ele ocorre em várias cidades brasileiras que esquecem suas origens em nome de uma modernização sem critério.

Evoluir é necessário. Mas há diferença entre desenvolvimento e apagamento. Sem história, a cidade perde sua singularidade.

Monteiro, com 154 anos, é uma cidade construída em camadas. Seu valor está no conjunto urbano, hoje fragilizado por intervenções desordenadas.

A ausência de políticas públicas agrava o problema. Sem regras claras, prevalece o improviso — e o custo é a perda da identidade urbana.

Também há falha cultural. Preserva-se apenas o que se reconhece como valor. Sem orientação, o erro se repete.

Há ainda um equívoco econômico: preservar gera valor; descaracterizar empobrece a cidade.

Diante disso, impõem-se perguntas essenciais: o que foi feito, o que será feito e para onde estamos caminhando?

Preservar exige ação. O município pode delimitar áreas históricas, criar regras, incentivar proprietários e iniciar processos de proteção.

Preservar não é impedir o progresso. É impedir que o progresso apague a história.

Uma cidade que apaga sua história compromete seu futuro.

Ainda há tempo — mas não há muito. Preservar é agir antes da perda.

O casario histórico de Monteiro pede socorro — e pede que a cidade não esqueça quem é.

Inácio José Feitosa Neto
Advogado, escritor e professor

Previous Post

Prefeitura de Monteiro inicia pagamento dos servidores municipais

Next Post

Após derrota de Lula no Senado, PT da Paraíba convoca reunião de emergência

Next Post
Em pronunciamento na ALPB, deputada critica Elon Musk por ataques ao STF e diz que empresário quer “comprar o Brasil”

Após derrota de Lula no Senado, PT da Paraíba convoca reunião de emergência

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paraíba da Gente

© 2025 Paraíba da gente - Monteiro - PB .

  • Início
  • Sobre
  • Contato

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

No Result
View All Result
  • Início
  • Notícias
  • Política
  • Policial
  • Polêmica
  • Rádio
  • Contato
  • Sobre
  • Login

© 2025 Paraíba da gente - Monteiro - PB .