O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo da Paraíba informou, nesta quarta-feira (1º), que a redução no preço do diesel anunciada pelo Governo da Paraíba não deve chegar de forma imediata aos consumidores nos postos.
De acordo com a entidade, o valor final do combustível depende de fatores como a origem do produto, os estoques já adquiridos pelas distribuidoras e os custos médios de aquisição. “O anúncio de redução de R$ 1,20 no diesel pelo Governo do Estado não se traduz automaticamente em queda imediata no preço nas bombas”, destacou o sindicato em nota.
Ainda segundo o Sindipetro-PB, quando o combustível é comprado por valores mais elevados, não há possibilidade de redução imediata ao consumidor. “Na prática, se o combustível foi comprado mais caro, não há como haver redução imediata — e, consequentemente, os postos, que apenas revendem, também não conseguem repassar essa diminuição de forma instantânea”, informou.
A entidade também ressaltou que os postos de combustíveis não participam diretamente da formação de preços, já que não compram o produto da Petrobras nem realizam a mistura com biodiesel. “O posto apenas comercializa o produto. Por isso, é equivocado atribuir aos revendedores a responsabilidade pela formação de preços”, acrescentou.
O sindicato afirmou ainda que a redução deve ocorrer de forma gradual, à medida que novos estoques forem adquiridos com valores mais baixos.
A nota foi divulgada após o Governo da Paraíba anunciar adesão à proposta do governo federal para redução no preço do diesel, que prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio.




















