A primeira-dama do Estado e presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Ana Maria Lins, participou, na tarde desta segunda-feira (16), de um encontro com lideranças e rendeiras no Centro de Referência da Renda Renascença (Crença), na cidade de Monteiro. Na oportunidade, a primeira-dama dialogou sobre o crescimento e valorização da renda renascença e investimentos do Governo do Estado, nos últimos sete anos, nesse setor produtivo que gera renda para diversas famílias do município.
De acordo com a primeira-dama Ana Lins, o trabalho dos artesãos que fazem a renda renascença obteve reconhecimento internacional e vem crescendo muito nos últimos anos. “A renda renascença é um sucesso. Sozinhos nós não conseguiríamos fazer nada. Todas as rendeiras fazem parte do sucesso dessa arte. Desde 2019, foram muitos investimentos do Governo do Estado em parceria com o Sebrae e municípios e tivemos muitas vitórias no artesanato. É uma satisfação enorme presenciar a evolução do Crença”, afirmou.

A primeira-dama ainda revelou que o Governo do Estado vai adquirir peças das rendeiras do Crença, da primeira coleção #SomosTodosParaíba, para fazer parte do acervo do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa.
Em 2019 e 2020, o estilista Ronaldo Fraga esteve no Cariri paraibano deu consultoria às rendeiras. O projeto resultou na coleção #SomosTodosParaíba e teve participação no encerramento da São Paulo Fashion Week de 2020, conquistando reconhecimento nacional.
A prefeita de Monteiro, Ana Paula Morato, comentou que promover a qualificação e a divulgação da renda renascença é fundamental para a região. “O nosso Cariri cresce e nos inspira tanto. O Governo do Estado revolucionou o artesanato da região e a gente sabe do zelo por este segmento. Esta é uma riqueza que nós temos e que precisamos valorizar, cada vez mais. Inclusive, abrimos a Sala do Artesão aqui em Monteiro, que é mais um espaço de qualificação dos artesãos”, disse.

A gestora do Programa do Artesanato Paraibano, Marielza Rodriguez, também participou do encontro e ressaltou que o Crença faz parte da rota turística e cultural da região. “O Crença é um caso de sucesso, onde as rendeiras são protagonistas. A gente sabe que este é um negócio de gestão sustentável, compartilhada e que sempre teve o apoio do Governo do Estado, em especial, na pessoa da primeira-dama Ana Lins. Me emociono muito, ao ver que o sonho que sonhamos juntos deu certo. Inclusive, vamos, em breve, para a Alemanha com duas rendeiras, levar a nova coleção com catálogo bilingue”, comemorou.
“Isso aqui é um legado, uma história de entrega de vidas. Isso aqui vai ficar para sempre e é um exemplo para o Brasil e para o mundo. O Crença se transformou no maior laboratório de experiências sobre como transformar, a partir de pessoas para pessoas, o semiárido. Isso aqui só é viável por causa da participação de todos os envolvidos nesse processo de incentivo ao artesanato”, falou a gerente regional do Sebrae-PB, Madalena Arruda.
A gestora do Crença, Elissandra Sobral, afirmou que o Centro impacta e muda a vida das rendeiras. “Desde que foi inaugurado, há cerca de quatro anos, o Crença atua como uma instituição de gestão compartilhada onde tem impacto de cem por cento na qualidade de vida da rendeira, na valorização do fazer a renda. Hoje temos diversas rendeiras que trabalham com o Crença por meio de encomendas, expondo peças e através da loja levamos o artesanato para feiras e eventos nacionais e internacionais”, frisou.

Atualmente, cerca de 3 mil artesãos trabalham, de forma direta e indireta, com a renda renascença na região do Cariri, nos municípios de Monteiro, São João do Tigre, São Sebastião de Umbuzeiro, Camalaú e Zabelê. “Eu sempre agradeço ao governador e à primeira-dama por valorizar e defender as rendeiras. Isso nos motiva, nos dá força e coragem para seguirmos em frente com a nossa arte, desmanchando os novelos e tecendo sonhos”, comentou a artesã de Camalaú, Nita Mariano.
“Faço parte das rendeiras do Cariri e me sinto muito feliz, porque eu faço renda desde os nove anos de idade, mas antigamente era muito difícil viver do artesanato. Hoje eu luto por todas as artesãs e me alegro demais em ver que as rendeiras conseguem se manter dessa arte”, disse a rendeira Helena Baltazar de São João do Tigre.
Também estiveram na reunião, a prefeita de São Sebastião de Umbuzeiro, Adalcy Freitas, o diretor do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa, Fábio Morais, entre outras autoridades e auxiliares do Governo.




















