Manifestantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) protestaram em frente à sede do SBT, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, nesta sexta-feira (13). A ação foi motivada por comentários transfóbicos feitos pelo apresentador Ratinho contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Imagens do protesto foram compartilhadas no perfil oficial do MTST no Instagram. No vídeo, pessoas aparecem segurando cartazes com montagens em que o comunicador surge com a cabeça inserida no corpo de um rato. Frases de repúdio também foram usadas nos materiais.
“Hoje fomos ao SBT, em SP, cobrar uma resposta concreta da emissora após o ataque transfóbico de Ratinho contra a deputada Erika Hilton. Não se trata de um caso isolado”, diz um trecho da legenda da publicação.
Em meio às críticas ao comportamento do apresentador, o SBT afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira, que não voltará a se pronunciar sobre o assunto.
“Ratinho é um dos principais apresentadores e parceiros do SBT. O assunto foi tratado internamente com todos os envolvidos no episódio e já solucionado”, informou a nota.
Contudo, a emissora não informou quais medidas foram adotadas. “Não vamos nos manifestar além disso”, encerrou o comunicado.
Na quinta-feira (12), a deputada declarou que está processando o apresentador por transfobia. Erika Hilton pede uma indenização de R$ 10 milhões, que –em caso de vitória na Justiça– vai ser destinada a mulheres vítimas de violência.
Erika Hilton conversou com filha de Silvio
A deputada federal Erika Hilton revelou ter conversado com Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT e filha de Silvio Santos, na quinta-feira. Em entrevista à LeoDias TV, ela deu mais detalhes sobre a conversa que teve com a empresária. “Tivemos uma conversa de quase dez minutos”, iniciou.
“Ela foi muito gentil, muito educada. Eu disse para ela, inclusive, o quanto minha avó sempre gostou muito do SBT, do Silvio Santos. Eu cresci vendo o SBT. Ela ficou extremamente feliz e reiterou o pedido de desculpas da emissora”, continuou a parlamentar.
“Quando um apresentador usa quase três minutos do seu programa para atacar uma população extremamente vulnerável, para usar de caricatice, inclusive para descrever mulheres cis, dizendo que ficam quatro dias chatas [quando menstruam], nós vemos claramente um discurso violento”, disse ela.
“Não é só um comentário, não é só opinião, é discurso de ódio, que, no dia a dia prático, rouba as nossas oportunidades. Isso não pode ser tratado como [algo] natural, ele cometeu um crime”, alertou Erika.
“Imagine para essas meninas que são anônimas, e que esse discurso chega com um impacto gigante na vida e na realidade delas…”, lamentou a deputada na conversa com Leo Dias.




















