A Penitenciária Feminina Penitenciária Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, retomou neste domingo (23) as visitas íntimas para as reeducandas da unidade. A iniciativa marca um avanço no processo de humanização do sistema prisional e no fortalecimento dos vínculos familiares.
Nesta primeira fase de retomada, nove casais legalmente casados participaram do benefício, após manifestação formal de interesse das internas em receber os cônjuges.
Estrutura preparada para os encontros
Para viabilizar a retomada, a direção da unidade preparou celas específicas, que passaram por pintura e higienização completa. Os encontros têm duração máxima de duas horas e seguem cronograma mensal, mediante agendamento prévio.
Também houve reforço no efetivo de servidores no dia das visitas, com o objetivo de garantir a segurança e a organização dentro da unidade prisional.
Orientação em saúde e planejamento familiar
Antes do início das visitas, as reeducandas beneficiadas foram atendidas pela equipe multiprofissional da unidade, composta por médica, enfermeira, psicóloga e assistente social.
O acompanhamento teve como foco:
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Orientação sobre métodos contraceptivos e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs);
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Distribuição de preservativos e outros insumos, assegurando o controle de natalidade e a saúde dos envolvidos.
A logística para a entrada dos cônjuges foi organizada pelo setor de assistência social, que realizou contato prévio e agendamento de horários, garantindo fluxo controlado e manutenção da ordem.
“Fortalecimento de vínculos”
Ao deixar a unidade, um dos esposos destacou a importância da iniciativa:
“Gostaria de registrar meu agradecimento à direção e a toda a equipe da Penitenciária Maria Júlia Maranhão pelo cuidado e humanização demonstrados. Após muitos anos de espera, ter direito à visita íntima em um ambiente com respeito e privacidade superou nossas expectativas.”
A diretora da unidade, Tatiana Pimentel, ressaltou que a medida integra a política de reintegração social:
“Tal medida visa assegurar a garantia de um direito, o fortalecimento dos vínculos familiares e a preparação para a reintegração das privadas de liberdade à vida em sociedade. Com acesso à família, humanizamos a pena e estreitamos os laços”, pontuou.
A retomada das visitas íntimas é considerada pela direção como parte de um conjunto de ações voltadas à ressocialização e à promoção da dignidade no cumprimento da pena.





















