Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, não voltou hoje para a cadeia, mas está sob nova investigação que pode levar à regressão do regime aberto que ela cumpre atualmente. A Justiça de São Paulo já havia permitido que ela deixasse a prisão e cumprisse o restante da pena em regime aberto desde janeiro de 2023, após progressão de pena, tendo sido condenada a 39 anos e seis meses (pena depois revisada para cerca de 34 anos) pelo crime cometido quando tinha 18 anos.
Atualmente, o motivo que está levando autoridades e a mídia a falar em uma possível volta à prisão é uma investigação policial em andamento sobre acusações de furto de bens da casa de seu tio recém-falecido. Segundo boletins de ocorrência registrados nos últimos dias, Suzane é suspeita de ter retirado móveis, documentos e dinheiro da residência do tio, o médico Miguel Abdalla Netto, após a morte dele no início de janeiro.
Se for concluído que ela cometeu furto, esse fato poderia ser considerado uma violação das regras do regime aberto, cuja manutenção exige que o condenado não cometa novos crimes. Isso poderia resultar em revogação do benefício e retorno ao cumprimento da pena em regime fechado.
Além desse fato, Suzane também está envolvida em uma disputa judicial pela herança do tio, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, já que não existe um testamento claro deixando os bens para outra pessoa e ela e seu irmão Andreas são possíveis herdeiros legais – uma questão que mobiliza advogados especialistas em direito sucessório.





















