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Sem nenhum sintoma, mulher é diagnosticada com câncer de colo de útero

Professora de 45 anos relata diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, tratamento e sequelas que sofre após quatro anos em remissão

paraibadagente por paraibadagente
11/04/2026
in Destaques, Notícias
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Sem nenhum sintoma, mulher é diagnosticada com câncer de colo de útero
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Aos 40 anos, a professora Mariângela de Brito Pereira Umehara recebeu um diagnóstico inesperado: câncer de colo do útero. A doença foi descoberta em março de 2021, durante um exame preventivo de rotina — realizado menos de um ano após o anterior, quando a paciente não tinha nenhum sintoma.

Moradora de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, Mariângela sempre manteve acompanhamento ginecológico regular. Ainda assim, o resultado alterado chamou a atenção da médica que a acompanhava há mais de cinco anos. O exame foi repetido e, após a biópsia, veio a confirmação.

“Pior sentimento da minha vida, só pensei na morte. Morrer dois anos pós o meu casamento não estava nos meus planos”, conta.

Literalmente sem sintomas aparentes — como dor ou sangramento —, Mariângela atribuia o cansaço que sentia à rotina intensa de trabalho como professora, profissão que exerce há 25 anos. Na época, vivia uma fase de planos pessoais: estava casada há dois anos e tentava engravidar.

Diagnóstico precoce

A rapidez na condução do caso foi decisiva. Apenas 15 dias após o diagnóstico, Mariângela passou pela cirurgia de retirada do útero. Cinco dias depois, recebeu a notícia de que o câncer havia sido identificado em estágio inicial e estava restrito ao colo do útero.

Segundo a rádio-oncologista Denise Ferreira, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), iniciar o tratamento rapidamente faz toda a diferença.

“Após o diagnóstico de câncer de colo do útero em estágio inicial, o ideal é que o tratamento comece o mais rápido possível, preferencialmente em até quatro a seis semanas. Essa agilidade é muito importante porque estamos lidando com uma doença que, quando identificada precocemente, tem altas chances de cura”, explica Denise.

Radioterapia: rotina intensa e efeitos no corpo

Mesmo após a cirurgia, Mariângela precisou seguir tratamento complementar com radioterapia e braquiterapia para reduzir o risco de recidiva. Um mês após a cirurgia, começou uma nova etapa.

Como a cidade onde mora não oferece radioterapia, Mariângela precisou se mudar temporariamente para Santos, onde realizou 25 sessões consecutivas. O início não foi fácil. A professora conta que a partir da quarta sessão, começaram os efeitos colaterais mais intensos.

“Senti muita diarreia, fraqueza e incontinência urinária. Urinava a cada 30 minutos. Tinha dias em que não conseguia levantar da cama, de tanto cansaço”, relata.

De acordo com a radio oncologista, sintomas como os enfrentados por Mariângela são esperados durante a radioterapia pélvica. “Como o intestino e a bexiga ficam muito próximos da região tratada, podem ser temporariamente afetados. O resultado é uma inflamação transitória. Os efeitos mais comuns incluem diarreia, aumento da frequência das evacuações, cólicas e urgência urinária”, detalha Denise.

Sintomas do câncer de colo do útero

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, os sinais da doença podem ser discretos — especialmente nas fases iniciais —, o que reforça a importância dos exames preventivos.

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual.
  • Corrimento com odor forte.
  • Dor durante a relação sexual.
  • Dor pélvica persistente.
  • Sangramento após relação sexual.

Hoje, aos 45 anos, Mariângela está em remissão há quatro anos e meio. Os exames de acompanhamento, feitos a cada seis meses, seguem sem alterações. Ainda assim, a vida não voltou a ser como antes.

“Minha vida se transformou completamente. Me tornei intolerante à lactose e a vários alimentos. Não posso comer alho, cebola, algumas frutas e farinha integral”, conta.

Além das mudanças alimentares, o tratamento provocou menopausa precoce e impactou a vida sexual. Segundo a especialista, parte das pacientes pode desenvolver efeitos duradouros.

“A radiação pode provocar alterações mais tardias nos tecidos, como fibrose e mudanças na vascularização. Na região vaginal, pode haver ressecamento e redução da elasticidade. No intestino, maior sensibilidade alimentar”, explica Denise.

A experiência transformou não apenas o corpo, mas também a forma como Mariângela encara o tempo e as prioridades da vida. Hoje, atua como rede de apoio para outras mulheres que recebem o diagnóstico e compartilha a própria história como forma de conscientização.

A rádio-oncologista enfatiza que após o tratamento, o acompanhamento médico contínuo é fundamental para monitorar possíveis recidivas e lidar com efeitos tardios.

“O seguimento regular permite identificar precocemente qualquer alteração. Além disso, hábitos saudáveis e atenção ao corpo são essenciais nessa fase”, orienta Denise.

Mesmo com exames normais, Mariângela admite que cada consulta ainda vem acompanhada de ansiedade. Ainda assim, segue com as prevenções de rotina e com o apoio a outras mulheres.

Metrópoles

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