Os bastidores da política paraibana começam a revelar um movimento que muitos analistas já vinham observando com atenção: o crescimento do vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e uma queda nas intenções de voto do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) na corrida pelo Governo da Paraíba.
A mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Seta, nesta quinta-feira (05), mostra um cenário ainda liderado por Cícero, mas com a distância entre os principais pré-candidatos diminuindo de forma significativa. No levantamento, Cícero aparece com 30,8%, enquanto Lucas Ribeiro surge logo atrás com 25,1%, uma diferença de 5,7 pontos percentuais. O senador Efraim Filho (União Brasil) aparece em terceiro lugar com 18,5%.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em fevereiro, o cenário já revela uma tendência clara: Lucas cresce, enquanto Cícero perde terreno. Antes, Cícero tinha 32,7%, Lucas 23,7% e Efraim 15,3%.
Nos corredores da política estadual, a leitura é quase unânime: o crescimento de Lucas Ribeiro não acontece por acaso. Ele está prestes a assumir o comando do Estado, caso se confirme o afastamento do governador João Azevêdo (PSB) para disputar uma vaga no Senado em 2026. Se isso ocorrer, Lucas passará a ocupar a cadeira de governador, ganhando naturalmente visibilidade, poder de articulação e estrutura política, fatores que costumam influenciar diretamente na corrida eleitoral.
Enquanto isso, o cenário de Cícero Lucena caminha na direção oposta. O prefeito de João Pessoa, que também se apresenta como pré-candidato ao Governo do Estado, está próximo de deixar a Prefeitura da capital, o que pode reduzir seu protagonismo administrativo e político no curto prazo.
Nos bastidores, muitos analistas resumem o momento em uma frase simples, mas cheia de significado político: “um está prestes a assumir o governo, o outro está prestes a deixar a prefeitura.”
Esse movimento cria um novo tabuleiro na política paraibana. Lucas pode ganhar musculatura política ao assumir o comando do Estado, enquanto Cícero precisará reorganizar sua estratégia para manter o protagonismo fora da administração municipal.
Outro ponto importante revelado pela pesquisa é o número significativo de eleitores ainda indecisos. 16,7% disseram não saber em quem votar, enquanto 8,9% afirmaram que pretendem votar branco ou nulo, um contingente que ainda pode alterar bastante o cenário.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 90 municípios da Paraíba, entre os dias 26 e 28 de fevereiro, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número PB-03158/2026.
Nos bastidores, a leitura é clara: a disputa pelo Governo da Paraíba ainda está em aberto, mas os movimentos administrativos e institucionais começam a influenciar diretamente o humor do eleitorado.
E, como ensina a própria dinâmica da política, quem sobe na estrutura de poder tende a crescer nas pesquisas; quem se afasta dela precisa reinventar sua estratégia.
Paraíba da Gente




















