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Governo Trump quer mais ação do Brasil contra cartéis de drogas, diz fonte

paraibadagente por paraibadagente
06/03/2026
in Destaques, Notícias, Policial
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Governo Trump quer mais ação do Brasil contra cartéis de drogas, diz fonte
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Uma fonte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira (5) esperar que o Brasil, a Colômbia e o Uruguai “façam mais” no combate aos cartéis de tráfico de drogas.

O Brasil não participou da Conferência das Américas sobre o Combate aos Cartéis, realizada nesta quinta no quartel-general do Comando Sul dos Estados Unidos, na Flórida.

O evento contou com a presença de líderes militares de Argentina, Bahamas, Belize, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.

Um funcionário do Departamento de Defesa afirmou que “o fato de alguns países não estarem participando não reflete uma mudança de postura em relação ao relacionamento de defesa”.

Segundo o oficial, a ausência brasileira “não prejudica o diálogo contínuo, os exercícios e outros engajamentos de rotina e atividades essenciais que formam a base da nossa relação de defesa”.

“Esperamos que Brasil, Colômbia e Uruguai façam mais”, disse, no entanto, o funcionário do Departamento de Defesa norte-americano.

A fonte não esclareceu se o Brasil foi convidado para o evento, apenas citou quais países estiveram presentes e reforçou que todos eles assinaram uma declaração conjunta sobre segurança.

A reportagem questionou o Itamaraty e a embaixada brasileira nos Estados Unidos sobre a fala do integrante do Departamento de Defesa e a ausência do Brasil no evento, e aguarda retorno.

Fontes do governo brasileiro afirmam, no entanto, que o tema do combate ao crime transnacional vem sendo tratado na agenda bilateral com os Estados Unidos, inclusive no âmbito da preparação da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washignton.

Combate ao narcoterrorismo

Apesar da recente reaproximação, Lula e Donald Trump têm se posicionado de maneiras diferentes sobre o combate aos cartéis de drogas na América Latina.

O petista tentou atuar como mediador na crise entre os Estados Unidos e a Venezuela, mas não houve abertura para isso por parte das autoridades em Washington.

Desde o retorno de Donald Trump ao poder, os Estados Unidos endureceram o discurso contra os cartéis latino-americanos e começaram uma campanha no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, com bombardeios a barcos que estariam envolvidos no tráfico de drogas para o país.

Depois da captura, em janeiro, de Nicolás Maduro — a quem os EUA acusavam de liderar um cartel — Lula expressou divergência com o governo Trump, defendendo que a prioridade deveria ser restabelecer a democracia na Venezuela e que qualquer processo contra o chavista deve ser feito em seu próprio país.

O governo brasileiro também chegou a classificar como “sequestro” a captura de Maduro em uma reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos) em Washington.

No discurso na OEA, o representante permanente do Brasil, Benoni Belli, afirmou que os ataques à Venezuela “ultrapassaram a linha do inaceitável”, representaram “uma afronta gravíssima à soberania” e acrescentou que não é possível aceitar “o argumento de que os fins justificam os meios”.

Já Trump, além do ataque a embarcações no Caribe e a captura de Maduro, também colaborou com informações de inteligência para a operação que terminou na morte de “El Mencho”, líder de cartel mais procurado do México.

Os EUA também enviaram militares para o Equador para operações conjuntas contra o tráfico de drogas e assinaram um acordo com o Paraguai para o envio de integrantes das Forças Armadas e do Departamento de Defesa ao país para atuar no combate a organizações criminosas.

 

 

CNN Brasil

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