Morto após ser preso na operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era conhecido pelo apelido de “Sicário”, nome usado nas conversas do grupo investigado pela Polícia Federal.
A palavra significa assassino contratado ou matador de aluguel, geralmente associada a organizações criminosas. O termo vem do latim sicarius, utilizado na Roma Antiga para designar homens armados com punhais (“sica”) usados em ataques furtivos.
Mourão integrava o núcleo responsável por levantar dados pessoais e institucionais de autoridades, jornalistas e outros alvos considerados sensíveis para o grupo ligado a Vorcaro. A investigação aponta ainda que ele coordenava ações de monitoramento e intimidação e receberia cerca de R$ 1 milhão por mês pelos serviços.
De acordo com a Polícia Federal, Mourão tirou a própria vida enquanto estava sob custódia. Agentes iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou ao hospital, onde a morte foi confirmada.
A PF informou que abriu investigação interna para apurar as circunstâncias do caso e que imagens do ocorrido serão encaminhadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
G1




















