Comparado há um ano, o poder de compra diminuiu para 60% dos nordestinos. A constatação é da pesquisa Genial/Quaest, divulgada esta semana, que além de avaliar o cenário eleitoral, aferiu o ânimo da população em relação à economia e temas sociais.
De acordo com o levantamento, 21% dos entrevistados disseram que o poder de compra é igual aos últimos 12 meses, enquanto outros 18% responderam que o poder de compra é maior do que há um ano.
Uma parcela menor, de 1%, não soube responder à questão.

Desde o último levantamento, em dezembro do ano passado, o índice de pessoas que afirma que o poder de compra diminuiu, subiu 7 pontos.
Por outro lado, o número de nordestinos que acreditam que a economia vai melhorar daqui a um ano é de 47% (era de 64% no último levantamento).
Para o economista Werton Oliveira, a pesquisa reflete os aumentos nos preços dos alimentos, que subiram, em média, acima de outros itens, o que diminui o impacto do reajuste do salário mínimo acima da inflação.
Outro fator a ser levado em conta é que, segundo ele, a maior parte dos consumidores da região Nordeste gasta parte considerável da renda com alimentos.
“Esse impacto ocorre diretamente no bolso das pessoas, que não sentem uma melhora nos preços. Pelo contrário, elas percebe que não houve melhora, mesmo com a desaceleração da inflação, porque o que importa é se vai sobrar dinheiro na hora de pagar a conta no caixa do supermercado”, disse.
Dados técnicos
A pesquisa Quaest foi realizada de 05 a 09 de fevereiro, com 2.004 entrevistas em todas as regiões do país, incluindo o Nordeste. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
Jornal da Paraíba





















